Cerca de mil indígenas de 79 aldeias dos povos Tremembé, Potyguara, Kariri, Kalabaça, Tabajara, Tupinambá e Gavião serão atendidos em um mutirão de atenção especializada do Sistema Único de Saúde (SUS), entre 14 e 22 de agosto, no Ceará.
A ação será realizada em quatro Polos Base do Distrito Sanitário Especial Indígena Ceará (DSEI/CE): Itarema, no litoral norte do Estado; Crateús, no sertão, região oeste; Monsenhor Tabosa, na região dos Inhamuns, no sudoeste; e Poranga, no extremo noroeste, na divisa com o Piauí. Os Polos Base são unidades de saúde que acompanham as comunidades indígenas de uma determinada área do DSEI e fazem a articulação dos atendimentos de saúde nesses territórios.
Estão previstas 980 consultas especializadas, sendo 490 em oftalmologia, 175 em clínica médica, 175 em pediatria e 140 em ginecologia. A dispensação de óculos de grau ocorrerá conforme indicação clínica. Na ginecologia, estão previstos exames de colposcopia e procedimentos de inserção de DIU e Implanon.
O mutirão é uma iniciativa do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e o Projeto Aldeia em Foco, do Instituto Suel Abujamra.
Atenção especializada no território
Os quatro Polos Base contemplados pela ação atendem comunidades localizadas em dez municípios do Ceará: Itarema, Acaraú, Itapipoca, Crateús, Novo Oriente, Quiterianópolis, Monsenhor Tabosa, Boa Viagem, Tamboril e Poranga. Nessa área, vivem cerca de 11,3 mil indígenas aldeados, distribuídos em 79 aldeias.
Além das consultas, a ação contempla demandas relacionadas à saúde materno-infantil, doenças respiratórias, dermatológicas, infecciosas e parasitárias, além de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes. A ação de atenção especializada considera as características territoriais e culturais das comunidades e segue as diretrizes da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI).
