A chegada de novos investimentos ao Sertão Central, encabeçada pela incorporação do Porto Seco de Quixeramobim à dinâmica local, deverá abrir oportunidades para a economia de toda a região, incluindo Mombaça, que aposta na cadeia da apicultura. A avaliação é do prefeito Orlando Filho, que aposta na nova estrutura logística em implantação na região para ampliar a exportação do mel produzido no Município e atrair novos investimentos.
Segundo o gestor, Mombaça já conta com cerca de 300 a 400 produtores de mel e a Prefeitura prepara um conjunto de ações para fortalecer o setor. “O mel é um produto mais identificado com o nosso público. A gente já tem entre 300 a 400 produtores aqui no município e, agora, vou entrar com uma série de ações, desde a doação de kits até a assistência técnica, para fomentar a atividade. Essas ações vão começar ainda neste ano e se estender até o fim do mandato”, afirmou.
Para Orlando Filho, a nova infraestrutura logística representará um avanço para a competitividade dos produtos locais no mercado internacional.
“A chegada dessa infraestrutura vai melhorar muito para a exportação na indústria calçadista e também para a produção do mel. Temos um mel de qualidade com padrão internacional. Mas, além disso, teremos melhorias significativas no setor de importação, o que deve estimular nossa economia, com a chegada de distribuidoras e também de grãos do Matopiba. Na prática, isso vai fortalecer muito a nossa bovinocultura leiteira e também deveremos ter um frigorífico“, destacou.
Ceará avança na produção de mel
O crescimento da produção de mel no Ceará reforça o potencial do setor. Entre 2015 e 2024, o estado registrou aumento de 346% na produção, passando de 1,36 milhão para 6,06 milhões de quilos. Com esse desempenho, o Ceará subiu da 8ª para a 6ª posição entre os maiores produtores de mel do Brasil. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O avanço se deve à combinação entre maior adoção de tecnologia no campo, valorização do produto e câmbio favorável às exportações. Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à comercialização, organização da cadeia produtiva e ampliação do mercado internacional.
Empregos e desenvolvimento regional
Segundo dados do Governo do Estado, a expectativa é que o Porto Seco gere entre 1.300 e 10 mil empregos diretos e indiretos durante as fases de construção e operação. O complexo deverá beneficiar um raio de aproximadamente 250 quilômetros, abrangendo municípios do Ceará e de estados vizinhos, fortalecendo cadeias produtivas como a indústria calçadista, a bovinocultura leiteira, a produção de grãos, mineração, avicultura e laticínios.
Além disso, o projeto poderá contribuir para a operacionalização do futuro Projeto Halal, voltado à exportação de ovinos e caprinos para países muçulmanos.
Redução de custos e fortalecimento das exportações
Integrado à Ferrovia Transnordestina e ao Porto do Pecém, o Porto Seco deverá reduzir em até 50% os custos logísticos para produtores e empresas, além de facilitar o desembaraço aduaneiro de mercadorias. Segundo o projeto, o empreendimento também deve atrair novos investimentos privados, ampliar a arrecadação municipal e impulsionar o desenvolvimento econômico do Sertão Central, consolidando Quixeramobim como um dos principais polos logísticos do Interior do Ceará.
