Lançado em abril de 2024, o programa Meu Celular, desenvolvido pelo Governo do Ceará, teve um impacto nos roubos de aparelhos celulares nesse período. Foi registrada uma redução de 33,6% nesse tipo de crime nos últimos 24 meses. Dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), apontam que, entre abril de 2024 e março de 2026, foram contabilizadas 31.450 ocorrências, contra 47.382 casos registrados no período imediatamente anterior.
A diferença representa 15.932 ocorrências a menos, resultado atribuído à atuação das Forças de Segurança aliada à implementação do programa, que integra tecnologia e ações operacionais no combate aos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVP).
No recorte mais recente, o Ceará também apresentou redução expressiva nos roubos de celulares no primeiro trimestre de 2026. Foram registrados 2.113 casos entre janeiro e março, frente a 3.875 ocorrências no mesmo período de 2025, o que representa uma queda de 45,5%. Trata-se da segunda redução consecutiva para o período, após a diminuição de 27% verificada em 2025, quando os registros caíram de 5.306 casos, em 2024, para o ano seguinte.
Além dos roubos, os furtos de celulares também apresentaram queda. Nos três primeiros meses de 2026, foram registrados 3.452 casos, contra 3.884 no mesmo intervalo de 2025, uma redução de 11,1%, equivalente a 432 ocorrências a menos.
Outro resultado destacado pelo Governo do Estado é a recuperação de aparelhos. Até o início de abril, 13.418 celulares haviam sido recuperados pelas Forças de Segurança desde a criação do programa. No início de março, o governador Elmano de Freitas participou da entrega de um lote com cerca de 1.200 aparelhos devolvidos aos proprietários.
O programa Meu Celular funciona por meio de uma plataforma digital que permite ao usuário cadastrar dados do aparelho, como marca, modelo e IMEI. Em caso de roubo, furto ou perda, o cidadão pode emitir um alerta no sistema e registrar boletim de ocorrência, o que ativa restrições que podem ser identificadas em abordagens da Polícia Militar. A ferramenta é integrada às ações da Polícia Civil e conta com tecnologia da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice).
