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Mesmo com quase 30 anos da privatização, clube da Coelce mantém funcionamento

Inaugurada em 7 de setembro de 1965, a Colônia de Férias dos Empregados da Coelce, a Cofeco, possui importante patrimônio na área costeira do Ceará.
Espaço segue sendo mantido por antigos funcionários da Coelce, mas ganhou novos associados. Foto: Divulgação / Cofeco

Há pouco mais de 60 anos, era criada a Colônia de Férias dos Empregados da Coelce (Cofeco), espaço de lazer voltado aos funcionários da antiga companhia de energia e que se tornou marcante no litoral leste de Fortaleza. Com a privatização da empresa estatal, em 1998, o espaço passou por um processo de adaptação, mas segue em atividade.

A mudança da Companhia Energética do Ceará (Coelce) impactou a Cofeco, que perdeu os aportes institucionais. Com isso, a associação precisou reorganizar para assegurar o seu funcionamento e preservar o patrimônio de mais de meio século.

A mudança exigiu a adoção de um modelo baseado em autogestão, com geração própria de receitas e responsabilidade integral sobre manutenção, segurança e operação do espaço.

“A Cofeco deixou de contar com o suporte da empresa e passou a depender dos próprios recursos para continuar existindo. Manter uma estrutura desse tamanho exige investimento contínuo em manutenção, equipe, segurança e serviços básicos”, detalha o administrador da Cofeco, Mário da Silva Siqueira Júnior.

Para que isso aconteça, foi necessário em associação, que reúne sócios remanescentes do período da Coelce, conquistasse novos filiados, além de adotar outras fontes de receita para viabilizar a operação. Nesse processo de adaptação, o espaço passou a dialogar também com outros perfis de público, incluindo praticantes de esportes náuticos, como o kitesurf.

Hoje, a área funciona com estruturas voltadas ao lazer e recebe visitantes em dias específicos, concentrando o fluxo principalmente nos fins de semana.

Manutenção

A manutenção do espaço envolve uma série de demandas permanentes, que vão desde conservação de infraestrutura e limpeza até serviços de segurança e apoio aos frequentadores. Isso inclui custos contínuos com energia, água, equipes de apoio e conservação dos espaços.

Além disso, toda a estrutura interna, incluindo acessos, equipamentos e serviços, é mantida pela própria associação. “Tudo que acontece do portão para dentro é de responsabilidade da Cofeco. Isso inclui desde a manutenção da área até a segurança e o funcionamento dos serviços”, explica o gestor.

Perseverança

Mesmo diante das mudanças ao longo dos anos, a Cofeco permaneceu em atividade contínua, sustentada pelo envolvimento dos associados e por adaptações no modelo de gestão. A trajetória reflete um esforço de preservação de um espaço histórico, que precisou se reorganizar para seguir operando em um cenário sem suporte institucional.

O momento atual, segundo a administração, é de equilíbrio entre manutenção da estrutura existente e adaptação a novas demandas de uso e funcionamento. “A Cofeco passou por diferentes fases e continua em transformação. O desafio é garantir que ela siga funcionando, mantendo suas atividades e sua história”, conclui.