O Ministério Público do Ceará (MPCE) promoveu, nesta segunda-feira (2), um workshop para membros e assessores da instituição e do Poder Judiciário que vão atuar nas eleições 2026. A capacitação teve como tema principal a detecção de práticas ilegais durante o período de pré-campanha.
A condução do espaço, realizado na Procuradoria Geral de Justiça, em Fortaleza, foi feita pelo Centro de Apoio Operacional Eleitoral (Caopel).
“O período eleitoral é sempre desafiador, mas tenho certeza de que, com a experiência desse grupo, o Ministério Público estará muito bem representado”, frisou o procurador-geral de Justiça, Herbet Santos, na abertura do evento.
Coube ao procurador Regional Eleitoral, Celso Costa Lima Verde Leal, apresentar as diretrizes gerais de atuação do órgão. “Queremos não apenas atuar como fiscal da lei, mas trabalhar de forma colaborativa e coordenada com os promotores eleitorais para que essa atuação seja mais eficaz tanto na pré-campanha quanto no período eleitoral”, disse.
Celso elencou algumas prioridades para este ano, como a identificação do uso de deepfake (ferramenta de inteligência artificial para criar imagens, áudios ou vídeos falsos), abusos de poder político e econômico e combate ao crime organizado.
Na sequência, o coordenador do Caopel, promotor de Justiça Igor Pinheiro, destacou novas diretrizes e práticas ilegais na pré-campanha. “O documento traz minutas de recomendações, incluindo uma já para o período de carnaval, para evitar que candidatos apoiados por prefeitos utilizem as festividades para se promoverem”, ressaltou.
O Centro de Apoio disponibilizará um manual com foco em ilícitos cíveis e criminais para que os promotores eleitorais possam consultar ao longo do ano.
