O influenciador e mecânico de aeronaves Lito Sousa morreu nesta quinta-feira (1º) aos 59 anos. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratamento da doença Creutzfeld-Jakob (DCJ), a qual foi diagnosticada em agosto.
A notícia de sua morte foi dada através de sua esposa, Mila Seidl, nas redes sociais. Em vídeo emocionante, ela diz que não consegue explicar sua partida precoce, mas enxerga que o marido cumpriu sua missão.
“O grande comandante decidiu levá-lo para perto dele, para perto dos seus pais e do seu irmão. Por quê? Me falaram que as pessoas boas, que cumprem sua missão com excelência, vão para perto de Deus mais rápido. Eu não sei explicar a sua partida”, disse.
Natural de Natal, Rio Grande do Norte, Lito era piloto e mecânico de aeronaves, acumulando mais de 37 anos de experiência no setor técnico e comercial de grandes empresas da aviação, como Varig, Transbrasil e United Airlines.
Nos anos 2000, ele criou o blog Aviões e Músicas, que se tornaria popular ao migrar para o YouTube e alcançar milhões de seguidores. No canal, Lito falava sobre a aviação para ajudar as pessoas a perderem o medo de voar. Seu trabalho rendeu o prêmio Destaque SIPAER em 2021, concedido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
A doença
Em agosto, Lito foi diagnosticado com doença Creutzfeld-Jakob, após perceber uma dormência anormal no braço esquerdo. Rapidamente, ele começou a perder a capacidade motora e passou a apresentar dificuldades na fala.
A DCJ é uma doença priônica humana rara, neurodegenerativa, progressiva e sem cura. O quadro costuma começar com demência, perda de memória e tremores, e evolui com outros sinais neurológicos que afetam diferentes regiões do cérebro simultaneamente.
Ela pertence a um grupo chamado Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (EET), nomeada assim pela capacidade de transmissão da doença e o efeito que ela provoca no tecido cerebral, que passa a apresentar um padrão esponjoso ao ser analisado.
O príon se instala dentro do neurônio e o intoxica progressivamente. O efeito não fica restrito à célula isolada: a toxicidade também compromete a glia, tecido responsável por dar suporte e sustentação aos neurônios.
