Na noite desta quinta (27) para sexta (28), os brasileiros poderão avistar, em todo o país, um eclipse lunar quase total. Ao contrário do eclipse solar total do último dia 12 de agosto, que não pôde ser visto no Brasil, esse será visível para qualquer pessoa que possa ver a Lua no momento do fenômeno.
Segundo o Observatório Nacional, sempre antes ou após um eclipse solar ocorre um eclipse lunar, geralmente com duas semanas de diferença devido ao alinhamento dos astros. A instituição fará uma transmissão ao vivo do fenômeno em seu canal do Youtube: youtube.com/observatorionacional.
Um eclipse lunar ocorre quando a Lua entra na sombra projetada pela Terra, este será do tipo parcial, mas com uma magnitude impressionante. Segundo a astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, o fenômeno vai obscurecer 96,2% da Lua, o que faz dele um eclipse quase total, em termos visuais.
Como o plano da órbita da Lua é inclinado em 5 graus em relação ao plano da órbita da Terra ao redor do Sol, esse alinhamento não ocorre em todas as fases de Lua Cheia. “O Sol incide na Terra e uma sombra se forma no espaço. Essa sombra tem duas partes: a penumbra (sombra clara) e a umbra (sombra escura)”, explica a Dra. Josina.
No evento dessa noite, a Lua mergulhará profundamente na umbra, criando o efeito de uma “mordida” que cobrirá quase todo o disco lunar.
Horários e visibilidade no Brasil
O início do fenômeno está previsto para as 22h24 da quinta-feira (27), com o término estimado para as 4h02 da sexta-feira (28).
- Início do eclipse penumbral: 27 de agosto às 22h24min.
- Início do eclipse parcial: 27 de agosto às 23h34min.
- Máximo do eclipse parcial: 28 de agosto às 01h13min (momento de maior obscurecimento).
- Fim do eclipse parcial: 28 de agosto às 02h52min.
- Fim do eclipse penumbral: 28 de agosto às 04h02min.
A duração da fase parcial (a mais perceptível) será de 3 horas e 18 minutos. Para outros fusos, deve-se ajustar: subtrair 1 hora para o fuso -4h, 2 horas para o fuso -5h ou somar 1 hora para o fuso -2h.
Como observar com segurança
Aqui reside a maior vantagem para o público: enquanto o Sol exigia o uso rigoroso de filtros como o vidro de soldador 14 para evitar danos permanentes à retina, o eclipse da Lua é totalmente seguro.
“Para ver o eclipse da Lua não é preciso nenhum aparato, basta olhar e contemplar pelo tempo que quiser”, afirma a Dra. Josina. Não há necessidade de cuidados especiais, exceto torcer para que o tempo não esteja nublado. A astrônoma brinca que o único preparo necessário é “tirar um cochilo antes para aguentar ficar acordada ou acordado durante a madrugada”.
Próximos eventos no calendário
Se você perder este fenômeno, as próximas chances serão mais discretas por um tempo: o ano de 2027 terá dois eclipses lunares, mas todos do tipo penumbral, onde a diferença de brilho é quase imperceptível a olho nu. E, além disso, um quase eclipse lunar.
Em 2028, na noite de 11 para 12 de janeiro haverá um eclipse parcial da Lua visto em todo o Brasil, mas o obscurecimento da Lua será de somente 2,4%. Neste ano também haverá um eclipse parcial da Lua e outro total, mas que não serão visíveis no Brasil.
Um eclipse total da Lua, com o disco ficando avermelhado e visível em todo o Brasil, só vai ocorrer na noite de 25 para 26 de junho de 2029.
