O ataque sofrido pela equipe do Fortaleza na saída da Arena Pernambuco, em Recife (PE), na madrugada desta quinta-feira (22), mobilizou clubes, atletas e autoridades. Contudo, o silêncio de duas instituições se fizeram notar. Decorridas mais de 10 horas do crime, nem a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), nem a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) se pronunciaram sobre o caso até a publicação deste conteúdo, às 11h. Nos canais oficiais da CBF e da FPF, não havia qualquer menção ao ocorrido.
A última postagem da FPF nas redes sociais é sobre o gol marcado pela equipe do Sport-PE na partida. Nos comentários, torcedores criticam o caso e pedem punições para os autores do ataque. O presidente do clube pernambucano, Yuri Romão, se pronunciou sobre o caso ainda na madrugada, quando especulou que o ataque pode ter sido premeditado.
Thiago Galhardo, atleta do Fortaleza, fez duas publicações em suas redes sociais na qual marcou o perfil da CBF e cobrou punição. Em um dos vídeos, aparece o interior do ônibus do Fortaleza cheio de estilhaços de vidro, assentos ensanguentados e uma pedra lançada contra o veículo da equipe tricolor.

FERIDOS
Em nota, o Fortaleza informou que a delegação foi levada “rapidamente e diretamente” ao hospital mais próximo de Recife. Ao todo, seis jogadores foram atingidos: o goleiro João Ricardo foi ferido com um corte no supercílio e o lateral-esquerdo Gonzalo Escobar sofreu uma pancada na cabeça, um corte na boca e um outro corte no supercílio. O lateral-direito Dudu, os zagueiros Titi e Brítez, e o volante Lucas Sasha foram feridos com estilhaços de vidro e tiveram que conter sangramentos.
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“João Ricardo e Gonzalo Escobar passaram por suturas, procedimento de recebimento de pontos cirúrgicos. O lateral-esquerdo também irá realizar exames de tomografia na cabeça, mas está bem e consciente. Os demais atletas passarão por cuidados médicos para a retirada de estilhaços de vidro pelo corpo”, informou o Fortaleza, em nota publicada nesta quinta-feira.
O Sport repudiou “veementemente os atos de violência praticados contra o ônibus da delegação do Fortaleza”. “Os absurdos atos de violência não condizem com a real conduta e comportamento da torcida rubro-negra, tampouco com os valores do clube – que sempre irá abominar esse tipo de postura”, afirmou. O clube informou que o presidente Yuri Romão, o executivo André Figueiredo, o coordenador técnico Ricardo Drubscky e a equipe médica do Clube estiveram com a delegação do time cearense, “prestando apoio e todo o suporte necessário”. “O Sport também já se colocou à disposição para ajudar na apuração dos fatos e as investigações, buscando identificar os envolvidos nesse ato criminoso”, apontou.
Pelas redes sociais, políticos cearenses prestaram apoio ao Fortaleza após ataques à delegação em Recife.
