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Estudante do 9º ano ataca duas crianças dentro de escola pública no Cariri

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um aluno do 9º ano entrou na sala do 4º ano e atingiu duas alunas, com golpes de machadinha, dentro de uma escola pública no município de Farias Brito, no Cariri. Segundo a Prefeitura, o incidente ocorreu na Escola Municipal Isaac de Alcântara Costa, localizada na zona rural do Município. A gestão disse que a administração municipal está tomando todas as medidas necessárias para apurar o caso. O incidente acontece em meio à crescente de casos de violência em escolas de todo o País. 

As vítimas são duas meninas de 9 anos. Uma delas teve uma lesão superficial na cabeça e a outra, teve uma lesão profunda em uma região frontal, sendo levada a um hospital municipal da região. Segundo a Prefeitura, uma das vítimas está com sinais vitais preservados e estado geral estável. A outra criança encontra-se estável, sem sinais de gravidade, mas ainda em observação.

“Lamentamos profundamente o ocorrido e nos solidarizamos com as famílias das vítimas. A escola adotou imediatamente as medidas disciplinares cabíveis para o aluno agressor, e também está prestando assistência aos envolvidos, oferecendo acompanhamento psicológico e médico para as vítima e para a família”, disse a Prefeitura, em nota.

A gestão ressaltou, ainda, que a segurança dos alunos é “uma prioridade para a administração municipal” e que está trabalhando para garantir que todas as escolas “tenham um ambiente seguro e acolhedor para os estudantes”. “Reiteramos nosso compromisso com a transparência e a responsabilidade, mantendo a população informada sobre as investigações e providências tomadas”, afirmou.

Após o ocorrido, o ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Camilo Santana (PT), lamentou os “tristes e inaceitáveis episódios de violência que têm ocorrido em algumas escolas”. “Muito fruto dessa cultura da intolerância e do ódio que tomou conta do país nos últimos anos”, afirmou o titular. “É preciso a união de todos nós, poderes, entes federativos e sociedade, para enfrentar e superar esse desafio. Nossas escolas precisam, cada vez mais, de professores valorizados e alunos bem acolhidos e acompanhados“, disse.

“Além disso, é preciso dar um basta aos disseminadores da violência, que encontram terreno fértil para multiplicação através de redes sociais sem regras, e que precisam assumir suas responsabilidades. E identificar e punir, dentro da lei, os que propagam essa violência. O desafio é grande, mas vamos vencer”.

RESPOSTA DO ESTADO

Reportagem do OPINIÃO CE publicada nesta quarta-feira, 12, motra que o Ceará identificou, entre os dias 3 e 11 de abril, pelo menos 18 autorias de perfis em mídias sociais com supostas ameaças de ataques a escolas, mobilizando autoridades e chamando atenção da população sobre a violência no âmbito escolar no Brasil. Os casos preocupam as autoridades e a população em geral, levando à implementação de medidas de segurança para prevenir a ocorrência de tais incidentes.

No Ceará, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) tem adotado ações para garantir a segurança nas escolas públicas e privadas. Até agora, ao menos sete pessoas foram conduzidas a unidades da Polícia Civil. Os pais foram chamados imediatamente e os estudantes feridos receberam assistência médica.

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Uma das ações implementadas é a realização de paradas de viaturas em pontos-base na frente de escolas públicas e privadas pela Polícia Militar do Ceará (PMCE), em conjunto com o Policiamento Ostensivo Geral (POG) e o Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac) da PMCE. Além disso, a PMCE tem mantido conversas de aproximação com diretores e responsáveis por unidades de ensino, para evitar ocorrências relacionadas a supostas ameaças.

Além disso, a população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. Denúncias podem ser encaminhadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp. O sigilo e o anonimato são garantidos.

Procurada pela reportagem, a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) informou que está implantando as Comissões de Proteção e Prevenção à Violência contra a Criança e o Adolescente na rede pública, em parceria com o Ministério Público. “O processo tem como finalidade reforçar o papel protetivo da escola e estreitar sua relação com a Rede de Proteção para fortalecer uma atuação protagonista da unidade de ensino”, disse, em nota. No momento, estão em alinhamento para auxiliar na elaboração dos planos de prevenção nas escolas.

O OPINIÃO CE também tentou contato com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe-CE) sobre as ações pensadas para a prevenção das violências. Não houve retorno até o momento.