A oposição aos projetos do governo do Estado em análise nesta quarta-feira, 15, no plenário da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), já está bem sinalizada. Já na primeira discussão, em que se debate o projeto da reforma administrativa, já foi possível observar o desenho do bloco que é formado por nomes do PDT e de outros partidos declaradamente de oposição.
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Mais cedo, um requerimento pedindo adiamento da votação dos projetos do governo, de autoria do deputado Sargento Reginauro (União Brasil), foi um demonstrativo da posição dos parlamentares. O placar do pedido de adiamento foi de 26 votos contra 11. Votou integralmente a favor do requerimento de adiamento a bancada do PL: Alcides Fernandes, Carmelo Neto, Dra. Silvana e Marta Gonçalves.
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Já a bancada do União Brasil votou na maioria com a oposição, mas com uma dissidência. Felipe Mota, Oscar Rodrigues e Sargento Reginauro foram a favor do adiamento. O deputado Firmo Camurça votou contra.
Única deputada do PSDB, Emília Pessoa, por sua vez, seguiu com a oposição pelo adiamento. Alinhando-se à oposição, Antônio Henrique, Cláudio Pinho e Queiroz Filho, todos do PDT, também foram favoráveis ao pedido. Os três são ligados ao ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT).
Reforma Administrativa
Os deputados estaduais aprovaram, por 32 votos a 9, mensagem de Elmano de Freitas (PT) que promove a Reforma Administrativa do Estado, criando 10 novas secretarias. Os parlamentares da base governista defendem que o impacto financeiro representa 0,03% de impacto orçamentário e são importantes para a sustentabilidade do governo, que tenta um espelhamento com o governo federal.
Na terça, 13, a Mesa Diretora deliberou pela aprovação de um pacote de propostas de Elmano. Ao todo, foram aprovadas, com modificação, nove emendas de autoria dos deputados Renato Roseno (Psol), Lia Gomes (PDT) e Romeu Aldigueri (PDT). Entre outros projetos que ainda devem ser votados está o que versa sobre o aumento da alíquota do ICMS para compensar perdas de receito do Ceará.
