Após voltar à gestão de Pacajus, na Grande Fortaleza, depois de ser cassado pela Câmara Municipal, o prefeito Bruno Figueiredo (PDT) se licenciará do cargo, pelo período da próxima sexta-feira (27) a 31 de dezembro. Segundo o gestor, o pedido de licença foi enviado ao Legislativo pacajuense e veio para que ele possa “ajudar o município fazendo articulações”. Com a saída, o vice-prefeito Francisco Fagner da Costa (União Brasil), o “Faguim”, assume o cargo de forma interina.
Figueiredo comentou o objetivo da licença. “O objetivo é cumprir o nosso plano de governo. Nós precisamos de recursos, nós precisamos abrir mão de nosso leque de atuação e transformar a nossa cidade no que a gente queria, no que a gente projetou. E como falta só um ano do governo agora, a gente precisa agilizar isso”.
“Confio plenamente no poder de liderança do nosso vice-prefeito, Faguim, que tem toda a habilidade para, neste momento, gerir a Prefeitura de Pacajus. Vamos de mãos dadas seguir juntos para cumprir as nossas metas de desenvolvimento”.
Ver esta publicação no InstagramF
ENTENDA O “VAI E VEM” DO PREFEITO
No dia 21 de setembro, o gestor e o vice tiveram os seus mandatos cassados, após votação na Câmara de Vereadores de Pacajus por suposta prática de nepotismo. O resultado foi de 10 votos favoráveis a nenhum contrário pela cassação. Na ocasião, o presidente da Casa, vereador Tó da Guiomar (União), assumiu como prefeito interino. Com a decisão, deveria ser realizada uma eleição indireta na Câmara, como pede a legislação, para que o novo Prefeito fosse escolhido.
A eleição, no entanto, não foi necessária. No último 6 de outubro, a Justiça acatou pedido de liminar, tornando sem efeito a decisão da Casa Legislativa. No pedido, o advogado Thiago Sá Ponte, defensor de Bruno Figueiredo, alegou abuso de poder por parte dos integrantes da mesa diretora da Câmara e dos demais vereadores.
