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Opinião Criança celebra um ano de jornalismo infantil dedicado à valorização da infância

Jornal comemora o primeiro aniversário neste 12 de outubro, Dia das Crianças, com edição especial que destaca a valorização da criança e seu espaço no mundo
Foto: Opinião CE

O Opinião Criança, iniciativa do Opinião CE, celebra seu primeiro ano de circulação neste 12 de outubro, Dia das Crianças, com uma edição especial dedicada à importância da infância e ao lugar da criança no mundo. A publicação comemorativa marca a décima edição impressa do projeto, que, ao longo de sua trajetória, tem contado histórias, incentivado a leitura e valorizado a participação das crianças na sociedade.

Desde o lançamento, o projeto busca aproximar o público infantil da leitura e da informação por meio de um jornal impresso com linguagem acessível, design especializado, atividades interativas e conteúdos sobre educação, cultura, natureza e esporte. O impresso promove uma experiência sensorial completa, que estimula a imaginação e a curiosidade. Além das matérias, as páginas trazem espaços para desenhar, pintar, criar e desenvolver atividades criativas.

A proposta é ser um instrumento seguro que incentive experiências reais e reconheça a criança como protagonista, com direito de participar, expressar opiniões e ser ouvida. A edição comemorativa, por exemplo, traz esse conceito como elemento central para o desenvolvimento da infância e reforça que a criança faz parte do presente e tem direito de viver a infância em um ambiente onde seja amada, protegida, ouvida e respeitada. A publicação destaca, ainda, a importância de garantir espaços para brincar, aprender, conviver e desenvolver suas capacidades.

Para Elba Aquino, diretora do Opinião CE e idealizadora do Opinião Criança, a celebração representa a oportunidade de reconhecer o que o Jornal busca construir com seus leitores.

“Um ano de Opinião Criança significa um ano de crianças lendo, escrevendo, fazendo arte e entendendo o seu lugar no planeta. Cada vez mais entendo o quanto precisamos olhar para as crianças de um lugar de escuta, troca e afeto. As crianças estão em constante aprendizado e nos oferecem, também, uma imensa oportunidade de aprender sobre o mundo e sobre nós mesmos. Talvez a humanidade esteja precisando disso”, afirma.

Além de matéria, jornal também conta com espaço de atividades iterativas. Foto: Opinião CE

Encanto e voz da infância

Embora seja impresso, o jornal também utiliza recursos digitais de forma segura, por meio de QR Codes que direcionam para vídeos com o passo a passo de atividades e para contações de histórias. Assim, as crianças podem ouvir as narrações pelo celular, em uma proposta de uso responsável e educativo da tecnologia, que amplia a experiência de leitura e torna o conteúdo mais acessível, principalmente para aquelas que ainda não sabem ler.

A educadora e narradora Carol Bittencourt é quem dá voz às histórias, escolhidas de acordo com a temática de cada edição. “A contação de histórias permite estar presente em momentos íntimos e especiais das famílias — e unir isso ao valor da informação torna o projeto ainda mais bonito”, explica.

Integrante do Grupo Encantos, Carol também destaca a importância da iniciativa: “Eu tenho uma alegria enorme em poder ter acompanhado o nascimento de um projeto que nasceu com um intuito muito bonito. Um intuito que o Grupo Encantos apoia e acredita, que é observar crianças se encantando através das leituras. Sempre buscando trazer histórias, informação e curiosidade, valorizando as ideias das crianças.”

“Eu quero deixar o meu parabéns ao Opinião Criança por esse projeto lindo e que ele possa durar muitos e muitos anos, e que a gente tenha a alegria de ter uma geração inteira de crianças leitoras que usem a leitura para transformar o mundo à sua volta”, finaliza.

No videocast do Opinião Criança, a jornalista Elba Aquino recebe especialistas para discutir assuntos relacionados a infância. Foto: Opinião Criança

Informação também para responsáveis e educadores

O Opinião Criança também conta com uma série de videocasts sobre educação e desenvolvimento infantil, apresentados por Elba Aquino, no canal Opinião CE, no YouTube.

Até o momento, foram publicados oito vídeos com discussões sobre temas como o lugar da criança no mundo, como falar sobre política com as crianças, fotografia afetiva, nutrição infantil, incentivo à leitura e às artes, neurodivergência e acolhimento de vítimas de violência e abuso.

Os conteúdos ampliam o diálogo com mães, pais, responsáveis e educadores, oferecendo informações para refletir sobre os cuidados com a infância e as diferentes necessidades das crianças.

Os adultos também são contemplados no jornal impresso por meio da editoria Para Quem Cuida, com conteúdos voltados à educação infantil, incluindo matérias especiais e colunas de especialistas, como a escritora Fernanda Marques e o pesquisador em educação montessoriana Gabriel Salomão.

“Falar com a criança é também acolher quem cuida dela. Por isso, o jornal abre espaço para pais, mães e educadores, oferecendo páginas de diálogo e partilha. São palavras que inspiram, orientam e lembram que toda infância floresce melhor quando cercada de afeto, atenção e presença”, destaca Elba.

Para o colunista Gabriel Salomão, o jornal é uma porta de entrada para a cidadania, ao permitir que a criança seja ouvida e participe da sociedade como leitora, autora e colaboradora. Porém, segundo ele, para que isso se concretize, o diálogo com pais e educadores é essencial. Nesse sentido, a editoria Para Quem Cuida existe como um espaço de conscientização e troca de informações com os adultos.

“A única maneira de garantir que as crianças ocupem o lugar delas no mundo é conscientizar e convencer os adultos de que elas devem ocupar esse lugar. Então, acho que o Opinião Criança pega na mão da criança para elevá-la ao seu lugar de direito por meio da dignidade, do respeito e da liberdade que permite a ela, e, ao mesmo tempo, tem um momento, um lugar ali para a conscientização dos adultos, que é a única maneira de garantir, ou pelo menos promover, a mudança necessária para que a criança ocupe o seu lugar”, explica.

Além desses espaços, ao longo do primeiro ano, a iniciativa também se manteve ativa nas redes sociais, por meio do perfil @opiniaocrianca, e promoveu eventos importantes, como a palestra Neurodivergência e o Desenvolvimento Infantil, realizada em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).

Conduzido por Gabriel Salomão, o encontro reuniu cerca de 100 participantes, entre pais, educadores e profissionais da saúde, para discutir a importância de ambientes seguros, inclusivos e acolhedores para o desenvolvimento de crianças neurodivergentes.

Já o encontro Onde Nascem os Leitores foi realizado para incentivar o hábito da leitura entre crianças e adultos. A atividade, conduzida pela escritora Fernanda Marques, apresentou o livro A Mãe Que Lia, de sua autoria, e contou com roda de conversa, atividade lúdica e oficina de pintura e construção de marcadores de páginas artesanais.

Palestra Neurodivergência e o Desenvolvimento Infantil, realizada em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). Foto: Opinião Criança

Crianças também participam da construção do jornal

Ao longo do primeiro ano, o Opinião Criança abriu espaço para que crianças compartilhassem textos, desenhos, opiniões e experiências. A participação aproxima os leitores do jornal e mostra que eles também podem contribuir para a produção de conteúdo. Um espaço pensado para eles e por eles.

Gabriel Aquino, de 9 anos, é um dos exemplos desse protagonismo. Ele teve textos, desenhos e uma matéria sobre sua biblioteca publicados no jornal e conta que ficou feliz ao ver seus trabalhos nas páginas.

O mesmo sentimento é compartilhado por Lysandra Vasconcelos, de 15 anos, que teve crônicas publicadas na editoria Era uma vez. “Eu me senti importante ao ver minha crônica no jornal, porque através dela, outras pessoas podem explorar a imaginação e discutir sobre o assunto”, conta.

Para Sarah Kelly Oliveira, de 12 anos, o jornal é uma forma de aprender e brincar. “Pode ajudar as crianças a aprenderem a ler e também a se divertirem com as atividades”, afirma. Ela também destaca que a publicação faz com que “as crianças saiam do mundo virtual e reflitam sobre o mundo normal”.

Gabriel Aquino também compartilha dessa visão. Para ele, o jornal incentiva outras crianças a ler, escrever, contar histórias e “se envolver um pouco mais com a vida”. Além disso, acredita que as crianças podem ajudar a transformar o mundo desde agora, cuidando da natureza, evitando desperdícios, ajudando outras pessoas e conversando com os adultos sobre o que consideram importante.

Ao falar sobre o lugar da criança no planeta, ele resume: “O lugar da criança no planeta tá em todo lugar. O mundo é de todos.”