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Fila de Cirurgias: Wagner articula na Alece maior parcela de recursos para Maracanaú

No último dia 6, o presidente Lula (PT) anunciou pacote de R$ 8,6 milhões [de R$ 200 milhões repassados imediatamente para estados e municípios] ao Ceará
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O secretário da Saúde de Maracanaú, um dos maiores colégios eleitorais do Ceará, e presidente estadual do União Brasil no Ceará, Capitão Wagner (UB), esteve na Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 14, para articular recursos ao Município da Grande Fortaleza para o mutirão de cirurgias. No último dia 6, o presidente Lula (PT) anunciou pacote de R$ 8,6 milhões [de R$ 200 milhões repassados imediatamente para estados e municípios] ao Ceará com o objetivo de desafogar o Sistema Único de Saúde (SUS).

No pacote total do governo federal, serão destinados R$ 600 milhões para a Política Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas. Do montante, o Ceará receberá cerca de R$ 25 milhões. No Estado, cerca de 60 mil pessoas aguardam cirurgias eletivas, considerando rede estadual e redes municipais, segundo a Secretaria da Saúde (Sesa).

“Virão R$ 25 milhões do governo federal para ser distribuído no Ceará. Se isso for distribuído para todos os [184] municípios de forma unânime, pode gerar um problema porque existem municípios que não têm estrutura para realização de cirurgias. O nosso pedido é que esse recurso seja direcionado aos municípios com hospitais capazes de atender a demanda”, afirmou o titular em coletiva.

Segundo ele, Maracanaú tem condições de atender demandas de oito municípios da Região Metropolitana de Fortaleza. “A ideia é que esse recurso possa ser direcionado para os grandes hospitais”, afirmou, pontuando que pretende articular a demanda junto ao presidente da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), e os quatro parlamentares que compõem a bancada do União Brasil na Assembleia: Oscar Rodrigues, Felipe Mota, Sargento Reginauro e Firmo Camurça.

Bancada

O União Brasil tem a quarta maior bancada da Alece, ao lado do PL (4), atrás do PDT (13) e PT (8).

Sobre as tratativas com o governador Elmano de Freitas (PT), adversário político nas eleições de 2022, o líder do União Brasil no Ceará reforçou que a bancada manterá oposição. “Sempre que tiver alguma proposta positiva para o estado do Ceará, vamos estar à disposição de votar favorável. Mas a gente não pode simplesmente desconsiderar que o governador, no dia seguinte à eleição, declarou que nós não teríamos aumento de tributos e, com menos de 30 dias, mordeu a própria língua“, disse, se referindo à proposta de aumento do ICMS no Estado.

“Quando foi apresentada aqui uma mensagem, o governador veio e disse que a condição financeira do Ceará é maravilhosa, equilibrada. No ano passado, a ex-governadora [Izolda Cela] fez um empréstimo de R$ 5 bilhões e agora já está se falando em novos empréstimos, em novos tributos. É algo que nos preocupa; A gente precisa entender qual é o discurso verdadeiro”.

Segundo o Executivo, o projeto de Reforma Administrativa analisada na Alece (com a proposta do ICMS incluído), geraria um impacto de “apenas 0,03%” aos cofres públicos.

Em publicação nas redes sociais oficiais divulgada na última semana, o Executivo justifica que o Ceará perdeu R$ 1,13 bilhão em 2022 e vai deixar de arrecadar R$ 2,2 bilhões neste ano por causa da lei federal que interferiu no ICMS. “São muitas as polêmicas e fake news sobre o ICMS, os impactos no equilíbrio fiscal e nos investimentos do nosso estado”, diz a publicação. “Para simplificar, preparamos um post bem explicativo sobre esses assuntos”.

*Com colaboração de Maria Eduarda Pessoa.