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Recursos ao CRIO não passam pela esfera estadual, diz Sesa sobre suspensão dos atendimentos na unidade

Foto: Divulgação/Crio

A suspensão dos atendimentos do Centro Regional Integrado de Oncologia (Crio), localizado em Fortaleza, segue rendendo críticas em meio às figuras políticas, como o presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão (PDT), o ex-prefeito Roberto Cláudio (PDT), deputados da oposição e base.

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) ressaltou, em nota enviada ao OPINIÃO CE nesta quinta-feira, 13, que os centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, como o Crio, recebem recursos diretamente do Ministério da Saúde (MS), sem passar pela esfera estadual.

Na nota, a Sesa destaca ainda que o Crio possui gestão plena do Município de Fortaleza. A pasta informou, no entanto, que está em construção o Plano Estadual de Atenção à Oncologia, para tornar protocolos, critérios e parâmetros de referência das linhas de cuidados no tratamento de câncer públicos. Segundo a Sesa, tal processo vai fortalecer no “monitoramento e avaliação dos serviços na Rede de Atenção à Saúde”.

SMS

Também em nota ao OPINIÃO CE, a SMS disse que 60% da demanda atendida em Fortaleza vem do interior do Estado e que Fortaleza concentra sete de nove estabelecimentos habilitados para tratamentos oncológicos no Ceará, o que corresponde a 84% do atendimento estadual. “Conforme normativa que regula a Oncologia, deveria existir um estabelecimento para cada 500 mil habitantes, assim, para atender à demanda, seria necessária a abertura de mais nove unidades no Estado”, completou a gestão.

“Financeiramente, Fortaleza tem a garantia de R$ 100 milhões anuais, advindos de um recente aporte do Ministério da Saúde, porém, a capital custeia R$ 160 milhões anuais. Neste contexto, há um subfinaciamento e necessidade de repasses de mais recursos”.

A reportagem tentou contato com o Ministério da Saúde e aguarda retorno.

CRÍTICAS

Ainda nesta quarta, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Evandro Leitão, criticou o prefeito de Fortaleza, José Sarto, pela suspensão dos atendimentos na unidade hospitalar da Capital. Correligionários, os dois pedetistas ocupam lados opostos dentro do partido: enquanto Evandro está ao lado de Cid Gomes, que assume a presidência interina do PDT Ceará nesta quinta-feira, 13, José Sarto, ligado ao bloco de Roberto Cláudio, tenta se distanciar do embate, mas deve tentar a reeleição no próximo ano. Evandro aparece como opção do partido, ou até mesmo em uma possível ligação com o PT.