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17 de julho de 2024

Evandro critica gestão Sarto após suspensão de atendimentos do Centro de Oncologia

"O descaso com pessoas que passam por uma situação tão delicada, negando-lhes a oportunidade de cuidado e cura, é cruel e insensível", escreveu Evandro
O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão. Foto: Beatriz Boblitz/Arquivo

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O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Evandro Leitão (PDT), criticou a gestão do correligionário José Sarto (PDT) após, segundo ele, “suspensão dos atendimentos do Centro Regional Integrado de Oncologia (Crio), em Fortaleza, a novos pacientes com câncer devido à redução de repasses por parte da Prefeitura de Fortaleza”.

“O Crio é referência para o tratamento do câncer em todo o Ceará. O descaso com pessoas que passam por uma situação tão delicada, negando-lhes a oportunidade de cuidado e cura, é cruel e insensível. Somos solidários com os profissionais do Crio e com todos aqueles e aquelas que serão afetados com a decisão”, escreveu Evandro em suas redes sociais.

Não é a primeira vez que Evandro, que, recentemente, destacou em entrevista ao OPINIÃO CE, querer disputar a Prefeitura de Fortaleza, criticou a gestão de José Sarto em relação ao pagamento da taxa do lixo. “Sou contrário a mais um imposto para a população cearense”, disse. Sarto deve pleitear a reeleição em 2024 e está ligado ao grupo político do ex-prefeito Roberto Cláudio (PDT). Evandro, por sua vez, já chegou a receber convite de filiação do PT e tem forte ligação do Cid Gomes (PDT).

Em nota enviada ao OPINIÃO CE, a Secretaria Municipal da Saúde informou que Fortaleza concentra sete de nove estabelecimentos habilitados para tratamentos oncológicos no Ceará, o que corresponde a 84% do atendimento estadual. “Atualmente, 60% da demanda atendida na Capital vem do interior do Estado. Conforme normativa que regula a Oncologia, deveria existir um estabelecimento para cada 500 mil habitantes, assim, para atender à demanda, seria necessária a abertura de mais nove unidades no Estado”, aponta a pasta.

“Financeiramente, Fortaleza tem a garantia de R$ 100 milhões anuais, advindos de um recente aporte do Ministério da Saúde, porém, a capital custeia R$ 160 milhões anuais. Neste contexto, há um subfinaciamento e necessidade de repasses de mais recursos”.

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