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Recurso apresentado por Cid suspende liminar e efeitos da reunião do PDT estão mantidos

Senador Cid Gomes, ao centro, durante reunião desta segunda (16). Foto: Natinho Rodrigues

Após liminar que anulou os efeitos da reunião do diretório para definir a nova Executiva pedetista no Estado na última segunda-feira (16), o senador Cid Gomes (PDT), então eleito presidente do PDT Ceará, apresentou recurso para suspender a liminar. Nesta quarta (18), a Justiça Comum, com assinatura da juíza Maria de Fátima Bezerra Facundo, da 28° Vara Cível de Fortaleza, entendeu que os efeitos da reunião devem ser mantidos.

Todos os requisitos para realização da reunião foram cumpridos integralmente, de modo que mantenho todos os efeitos do edital de convocação, bem como por corolário óbvio todos os efeitos da reunião realizada no dia 16/10/2023”, diz o documento. Com a decisão, a mesa diretora eleita na reunião está mantida.

Leia Mais: “Induziram a magistrada ao erro”, diz Cid sobre liminar que anula eleição no PDT-CE

Na reunião que elegeu a nova Executia, a votação ocorreu com chapa única. Com 48 votos “sim”, uma abstenção, de Thiago Campelo, e nenhum voto contrário, a composição da chapa foi definida da seguinte maneira:

  • Presidente: Cid Gomes;
  • 1º vice-presidente: Cirilo Pimenta;
  • 2º vice-presidente: Marcos Sobreira;
  • Secretário-geral: Salmito Filho;
  • Secretário adjunto: Julio Brizzi;
  • Tesoureiro: Robério Monteira;
  • Tesoureiro Adjunto: Mauro Filho;
  • Consultor Jurídico: David;
  • Vogal: Silvana Sales;
  • Vogal: Carlos Veneranda;
  • Líder do partido: Guilherme Landim

ENTENDA

A reunião foi convocada por Cid Gomes e seus apoiadores no PDT após o deputado federal André Figueiredo (PDT), presidente interino da Executiva Nacional, destituir o senador da presidência do diretório estadual. Os dois, líderes de duas alas políticas no partido, haviam firmado um acordo em julho para que Cid tomasse o posto de Figueiredo e assumisse o PDT Ceará, em busca da “pacificação” na legenda.

No entanto, após pouco mais de dois meses, depois de uma reunião acalorada do diretório, em que o grupo liderado pelo deputado federal se retirou antes do fim do encontro, Cid foi destituído do cargo. Segundo o presidente nacional do partido, o senador não teria cumprido com o acordo firmado, com destaques para a carta de anuência dada a Evandro Leitão e a discussão para o partido ingressar na base do governador Elmano de Freitas (PT).

Ainda na mesma semana, outra ação de Figueiredo não foi bem recebida pelos apoiadores de Cid. Na ocasião, foi criada uma comissão provisória e todo o diretório estadual do PDT foi destituído. No entanto, tanto a Justiça Comum como a Justiça Eleitoral entenderam pela anulação da destituição.