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Feira de artesanato da Beira-Mar pode virar patrimônio cultural imaterial de Fortaleza

Proposta do vereador Márcio Martins prevê reconhecimento da feira do Sindicato dos Artesãos Autônomos do Ceará e medidas para preservar a tradição e fortalecer a economia criativa
Proposta na Câmara Municipal busca preservar a tradição artesanal e fortalecer a economia criativa na orla de Fortaleza. Foto: Divulgação/Prefeitura de Fortaleza

A Feira do Sindicato dos Artesãos Autônomos do Estado do Ceará, realizada na Avenida Beira-Mar, pode ser reconhecida como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial de Fortaleza. A proposta está na Indicação nº 473/2026, de autoria do vereador Márcio Martins (Republicanos), que busca valorizar a tradição artesanal, preservar a identidade do espaço e fortalecer a economia criativa e o turismo na Capital.

A feira funciona no trecho 1 do calçadão da Beira-Mar, entre as ruas João Cordeiro e Ildefonso Albano, e reúne atividades ligadas à produção artesanal e à cultura local. A matéria está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Fortaleza, sob relatoria do vereador Bruno Mesquita (PSD).

Proposta prevê medidas para preservar a feira

A iniciativa busca garantir condições para a continuidade das atividades dos artesãos e proteger a feira de mudanças que possam descaracterizar sua identidade tradicional. O texto também estabelece diretrizes para que o Poder Executivo desenvolva políticas públicas voltadas à melhoria da infraestrutura, à organização do espaço e ao fortalecimento das feiras culturais na orla marítima de Fortaleza.

Na justificativa da proposta, Márcio Martins destaca a importância da feira para a valorização da cultura local e para a imagem turística da cidade.

“A feira, realizada no trecho 1 da Avenida Beira-Mar, tornou-se um importante ponto de referência cultural e turística de Fortaleza, contribuindo significativamente para a valorização da cultura local e para o fortalecimento da imagem da cidade como polo de economia criativa”, justifica o parlamentar.

Sindicato dos Artesãos foi fundado em 1986

A proposta também ressalta a trajetória do Sindicato dos Artesãos Autônomos do Estado do Ceará, fundado em 1986. A entidade atua na defesa dos profissionais da categoria e na preservação dos saberes tradicionais transmitidos entre gerações. O reconhecimento como patrimônio cultural imaterial busca destacar não apenas o espaço físico da feira, mas também as práticas, os conhecimentos e as tradições ligados ao trabalho artesanal.

Feira movimenta economia criativa e turismo

Além da dimensão cultural, a feira é apontada na proposta como um espaço de inclusão produtiva e geração de renda. A atividade contribui para aproximar a produção artesanal do turismo e ampliar a visibilidade da identidade cultural fortalezense entre moradores e visitantes. A indicação ainda está em tramitação na Câmara Municipal. Como se trata de uma indicação, a proposta apresenta ao Poder Executivo medidas que poderão ser adotadas pela administração municipal.