A deputada estadual Dra. Silvana (PL) defendeu que o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), candidato derrotado ao Governo do Ceará, apoie o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno à Presidência da República. De acordo com a líder do PL na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), o apoio do tucano poderia condicionar uma vaga em um ministério da gestão de Flávio, caso ele seja vitorioso no pleito.
Apesar de não haver uma discussão do PL Nacional acerca da possibilidade de apoio de Ciro ao nome de Flávio, a parlamentar afirmou que ela e o seu marido, o deputado federal reeleito Dr. Jaziel (PL), estão na torcida para que o tucano se transforme em ministro de Flávio.
“Um quadro que todo presidente sonha em ter, um Ciro Ferreira Gomes como ministro, ele ocupa qualquer pasta sem nenhuma dificuldade porque tem qualidade técnica”, disse.
Na avaliação de Silvana, o posicionamento de Ciro pode ser diferente do que ocorreu em 2018 e 2022, quando, então presidenciável nas duas ocasiões, decidiu não apoiar nem Fernando Haddad ou Lula pelo PT, nem Jair Bolsonaro (PL).
Conforme a legisladora do PL, o ex-ministro foi “atacado desnecessariamente” pelo PT. Ela faz referência à fala do presidente Lula, que, durante agenda de campanha em São Paulo, no domingo (11), disse que Elmano de Freitas (PT) “enterrou a carreira política” do adversário.
“O Ciro é uma pessoa de temperamento muito firme, muito forte. Ele analisa a política melhor que todos nós. (…) Ele é uma grande expressão da política, não tem idade para se aposentar, não tem perfil para se aposentar, o Brasil precisa dele e o Ceará precisa dele”, acrescentou.
Ciro ainda não se posicionou
Após a derrota para o Governo do Ceará, o então candidato ainda não se posicionou acerca da disputa para o segundo turno à Presidência da República. Em relação à disputa no Estado, o tucano se pronunicou pela primeira vez no último dia 6 de outubro, dois dias após o pleito.
Em sua manifestação, por meio de uma nota em suas redes sociais, ele teceu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que não cumprimentou Elmano pela vitória porque “ele não ganhou, ele e sua organização criminosa tomaram as eleições”. Ciro afirmou ainda que o Estado se transformou em um “quintal do PT” e que fará uma reclamação à Justiça.
Segundo o tucano, o ministro do STF, Dias Toffoli, seria “o responsável pela fraude final” contra sua candidatura, por ter autorizado inserções para Elmano após o fim do período eleitoral.
No texto, ele diz que já ganhou e perdeu eleições, mas que nunca repudiou o resultado das urnas. Ele prossegue: “Mas meu sentimento, pela primeira vez na vida, é de que fomos roubados”.
Ciro acrescentou que, consultado pelo jurídico da sua campanha, concordou que fosse feita uma reclamação à Justiça. Ele aponta que “não acredita nela [na Justiça] neste país apodrecido”, mas que “vale documentar” que seguirá lutando.
