O presidente Lula (PT) criticou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, neste domingo (11). Em ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, o petista afirmou ser “um absurdo” a decisão do magistrado de suspender o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e que tem mais de três milhões de membros.
A decisão de Kassio Nunes atendeu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Lula afirmou, durante o ato, que os advogados “vão entrar com pedido de explicação” para a decisão da Justiça Eleitoral. Na sequência, ele disse estar observando “decisões tendenciosas” contra a sua candidatura.
“Há alguns dias estou percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Não vamos permitir que seja fechado um canal que um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim”, disse.
O petista acrescentou, em tom de crítica, afirmando não ser possível “que o STF não tenha um comportamento civilizado, republicano de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça”.
Decisão do TSE
A decisão atendeu a pedido da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que alegou que o canal foi criado por Janones para disseminar desinformação sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, a redução do valor de aposentadorias, entre outros casos.
No entendimento do presidente do TSE, o canal é responsável pela replicação de conteúdos que já foram considerados “inverídicos” pelo tribunal, como a afirmação de que Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil, além de afirmar que o candidato reduzirá aposentadorias se for eleito.
“Quando essa mesma potência é posta a serviço da replicação de fatos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, o dano ao equilíbrio do pleito é imediato e de difícil reversão”, afirmou.
