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Augusto Cury não declara apoio no 2º turno e diz que não vai continuar na política

Cury teve 2,89% de votos, chegando a 3.448.565 votos
Foto: Renato Pizzutto/Band

Augusto Cury (Avante), candidato à presidência da República, disse que não pretende continuar na política em entrevista coletiva na noite deste domingo (4) em Ribeirão Preto (SP). Ele também não quis comentar um possível apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ou a Lula (PT) no segundo turno, as informações foram divulgadas pelo G1.

“Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos”, disse.

Cury acompanhou a apuração com a família em Ribeirão Preto, ao lado do candidato a vice-presidente na chapa, Júlio Delgado (Podemos). Com 99,99% das urnas apuradas, Cury tinha 2,89%, chegando a 3.448.565 votos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno, se é que vai haver segundo turno, e dizendo o seguinte, que ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos“, pontuou.

Ele agradeceu os eleitores que acreditaram nas propostas dele, mas disse que grande parte da população prefere a popularização a propostas concretas. “A doença da polarização leva as pessoas a um superficialismo em relação à política de Estado. Nada é tão triste. Eu aceito plenamente os resultados da eleição, tanto eu como o Júlio Delgado, plenamente.”

O presidenciável também criticou o voto útil entre os eleitores. “Isso é cruel, porque você retira das pessoas a liberdade delas poderem exercer o seu direito solene de votar.”

Votação pela manhã

O candidato votou na manhã deste domingo em Colina (SP), na região de Barretos (SP). Após registrar suas escolhas na urna, Cury criticou a polarização atual.

“Lula da Silva, ele fala que é o pai dos pobres, mas ele governa para os ricos, porque os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. E, ao mesmo tempo, o Flávio Bolsonaro, que nunca plantou uma horta, nunca colocou o seu dinheiro como capital de risco numa empresa digna, também quer dirigir o país”.

Cury falou também que, caso eleito, renunciaria ao salário de presidente e chamaria ‘os melhores’ para governarem juntos.