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Roseno diz que entrada de Luizianne na chapa governista faz com que “garantia de vitória” ao Senado se amplie

O deputado estadual frisou que a ex-prefeita de Fortaleza não é candidata de arranjos, mas é candidata porque “o povo decidiu”
Foto: Divulgação/Alece

O deputado estadual Renato Roseno, principal representante do PSOL no Ceará, afirmou que a entrada da candidata ao Senado Luizianne Lins (Rede) na chapa governista faz com que a “garantia de vitória” dela se amplie. PSOL e Rede, partidos federados, passaram a fazer parte da coligação encabeçada pelo governador Elmano de Freitas (PT) para o pleito deste ano após a definição de que a ex-prefeita de Fortaleza será candidata à Câmara Alta dentro da chapa.

O legislador estadual opinou que a deputada federal seria vitoriosa independentemente do apoio da chapa governista, mas que a entrada amplia a capacidade.

A presença de Luizianne na chapa, como lembrou Roseno, era a condição para que PSOL/Rede estivessem na coligação. “Inclusive, quero ressaltar o papel tanto do Professor Jarir [então pré-candidato ao Governo] como da professora Anna Karina [então pré-candidata ao Senado]. Fizeram um movimento, inclusive, que permitiu, juridicamente, a garantia de Luizianne estar na chapa”, disse.

O parlamentar, na sequência, acrescentou que Luizianne não é uma candidata de um arranjo intragabinete. “Ela é candidata das ruas, dos movimentos, ela será candidata porque o povo decidiu”, apontou.

“Quem primeiro lançou a candidatura de Luizianne foram mil mulheres que fizeram um grande abaixo-assinado para que ela fosse a candidata ao Senado da República. Ela tem história, trabalho, respeito e tem o afeto de todos os cearenses.”

Ceará prioritário para o PSOL

Há 12 anos na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Roseno foi oficializado como candidato a deputado federal para o pleito deste ano. O partido nunca elegeu um parlamentar federal em todo o Nordeste.

Segundo ele, o Estado é uma das prioridades nacionais da legenda para a disputa à Câmara Federal. Pernambuco também vem sendo tratado como uma unidade da Federação (UF) prioritária para a legenda, como apontou o deputado estadual.

O legislador, sobre sua trajetória política, lembrou que teve 114 mil votos para deputado federal em 2010, mas que, devido ao coeficiente eleitoral, não foi eleito. Ele citou, na sequência, que “não quer ser da geração do quase lá”. “Nossa vitória não pode mais ser adiada”, finalizou.