O governador Elmano de Freitas (PT) afirmou, nesta terça-feira (7), que os delegados afastados no caso da plantação de maconha vão passar por uma apuração para averiguar se houve responsabilidade dos profissionais de segurança e se devem ou não ser punidos. Na segunda-feira (6), os delegados Vicente de Paula Rodrigues e Marcos Sandro Nazaré de Lira foram exonerados dos cargos que ocupavam.
Durante reunião no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), Elmano destacou que a Corregedoria tem “autonomia e independência”.
O chefe do Executivo cearense frisou ainda que não houve um “pré-julgamento”, mas o afastamento para que a investigação aconteça com o “máximo de profissionalismo possível”.
“O regramento do Ceará entende que, quando essa comissão diz que há indícios, na medida em que ela abre o procedimento para que a investigação possa acontecer com a máxima condição de apurar tudo, a autoridade é afastada”, afirmou.
A condenação ou não, como explicou o governador, ocorre apenas ao final da investigação. “Ao final [da investigação], a polícia vai dizer o que entendeu, se há ou não responsabilidade, ilegalidade e se deve ou não ser punido”, acrescentou, defendendo que a comissão tenha “absoluta coragem” para, caso se tenha responsabilidade, os delegados tenham a “punição devida”.
O caso
Após o caso vir à tona, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e a Controladoria-Geral de Disciplina (CGD) instauraram o procedimento para apurar a suposta falha na preservação do local onde foram apreendidos os 290 mil pés de maconha, em um sítio no município de Acopiara, no Interior do Ceará.
O inquérito, como explicou a SSPDS à época, foi aberto para investigar a conduta dos responsáveis pela custódia da área após a operação realizada no dia 25 de junho. O procedimento, conforme a CGD, foi aberto por determinação de Elmano.
O caso ganhou repercussão após o deputado federal André Fernandes (PL) publicar, no dia 27, um vídeo nas redes sociais mostrando que a área estava sem supervisão. O parlamentar citou a Lei de Drogas, que prevê a incineração do material apreendido.
