A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) alcançou 40 assinaturas. A medida, apontada como “alternativa” à PEC do fim da escala 6×1, já aprovada na Câmara dos Deputados, prevê a possibilidade de flexibilização das horas trabalhadas em acordo com os empregadores. Base do Governo e parlamentares de esquerda afirmam que a medida poderia criar a “escala 7×0” em alguns casos.
No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já garantiu o seguimento regimental da matéria, com o seu envio à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
Dentre os parlamentares que assinaram a PEC de Marinho estão o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o cearense Eduardo Girão (Novo), pré-candidato ao Governo do Ceará.
Conforme o texto protocolado pelo potiguar, a medida altera a Constituição Federal para garantir a “possibilidade de opção pelos empregados quanto à jornada de trabalho, podendo escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas”.
Neste segundo modelo, o valor mínimo da hora trabalhada seria proporcional ao salário mínimo nacional ou ao piso da categoria. A medida prevê ainda a mesma proporcionalidade aos demais direitos trabalhistas, como férias, 13º e FGTS.
“Mediante previsão em contrato individual de trabalho, a jornada de trabalho poderá ser flexível, respeitada a jornada semanal máxima de que trata o inciso XIII, observado o disposto no §3º”, destaca a proposta, frisando inciso da Constituição que aponta as 44h como o máximo de horas trabalhadas permitidas por semana.
O dispositivo foi o mais criticado pelo Governo e por demais parlamentares de esquerda, que afirmam que a medida poderia não ter aplicabilidade, já que depende obrigatoriamente de um acordo entre empregados e empregadores.
O que diz Rogério Marinho
De acordo com Rogério Marinho, a sua proposta visa “ampliar a liberdade e autonomia do trabalhador na escolha de sua jornada de trabalho e, consequentemente, na definição proporcional de sua remuneração”.
“Essa flexibilidade permite que o trabalhador decida o modelo de jornada que melhor atenda às suas necessidades, conciliando sua vida pessoal com seu trabalho, e possibilita que ele adapte sua rotina às demandas e oportunidades do mercado de trabalho”, opinou o senador.
Conforme o parlamentar, a PEC promove “a liberdade de escolha e o poder de decisão para o trabalhador”, já que permite, segundo Marinho, que ele “determine sua jornada e remuneração proporcional”.
Confira quem assinou a PEC
- Marcio Bittar (PL-AC);
- Sérgio Petecão (PSD-AC);
- Dra. Eudócia (PSDB-AL);
- Lucas Barreto (PSD-AP);
- Plínio Valério (PSDB-AM);
- Angelo Coronel (Republicanos-BA);
- Eduardo Girão (Novo-CE);
- Damares Alves (Republicanos-DF);
- Izalci Lucas (PL-DF);
- Magno Malta (PL-ES);
- Marcos do Val (Avante-ES);
- Wilder Morais (PL-GO);
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
- Wellington Fagundes (PL-MT);
- Jayme Campos (União Brasil-MT);
- Tereza Cristina (PP-MS);
- Nelsinho Trad (PSD-MS);
- Cleitinho (Republicanos-MG);
- Carlos Viana (PSD-MG);
- Zequinha Marinho (Podemos-PA);
- Efraim Filho (PL-PB);
- Sérgio Moro (PL-PR);
- Ivete da Silveira (MDB-PE);
- Ciro Nogueira (PP-PI);
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
- Carlos Portinho (PL-RJ);
- Romário (PL-RJ);
- Rogério Marinho (PL-RN);
- Styvenson Valentim (Podemos-RN);
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS);
- Luis Carlos Heinze (PP-RS);
- Marcos Rogério (PL-RO);
- Jaime Bagattoli (PL-RO);
- Dr. Hiran (PP-RR);
- Roberta Acioly (Republicanos-RR);
- Hermes Klann (PL-SC);
- Esperidião Amin (PP-SC);
- Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);
- Laércio Oliveira (PP-SE);
- Eduardo Gomes (PL-TO).
