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Ciro é condenado por violência política de gênero contra Janaína; tucano vai recorrer

A decisão em primeira instância, da 115ª Zona Eleitoral de Fortaleza, prevê o pagamento de aproximadamente R$ 113,4 mil em multa
Fotos: Opinião CE e Divulgação/Senado

O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) foi condenado pela Justiça Eleitoral do Ceará por violência política de gênero contra a prefeita de Crateús, Janaína Farias (PT). Ciro vai recorrer às instâncias superiores. A pena era de um ano e quatro meses de reclusão, mas foi convertida em medidas restritivas de direitos e no pagamento de aproximadamente R$ 113,4 mil.

A decisão, da 115ª Zona Eleitoral de Fortaleza, foi assinada nesta terça-feira (19) pelo juiz Edson Feitosa dos Santos Filho. O caso envolve declarações do tucano a Janaína enquanto ela ainda exercia mandato no Senado Federal.

De acordo com o ex-ministro, que é pré-candidato ao Governo do Ceará pela oposição ao governador Elmano de Freitas (PT), as instâncias superiores “saberão fazer justiça”. De acordo com ele, aliás, as cortes vão “analisar o caso fora do calendário de interesses eleitorais”.

Como o tucano vai recorrer, o caso vai chegar aos desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE). Sendo mantida ou revertida a decisão, as partes ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entenda o caso

Em 2024, durante o período das eleições municipais, Ciro chamou a então senadora de “cortesã” e disse que ela era responsável por “organizar as farras” do senador Camilo Santana (PT), à época ministro da Educação do presidente Lula (PT).

Na ocasião, Ciro também culpou Camilo por colocar no cargo de senadora alguém, segundo ele, desqualificado. “Camilo faz chegar ao Senado Federal, manipulando uma pessoa cuja qualificação é nenhuma”, criticou.

Às vésperas das eleições municipais, os ataques foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) do Ceará. Já no ano seguinte, em 2025, a Advocacia do Senado chegou a pedir a prisão preventiva de Ciro.