O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) divulgou uma nota em que afirma ter aberto um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar a citação de uma servidora do órgão no caso das fraudes do Banco Master. Conforme reportagem veiculada pelo Fantástico, hackers forjaram um ofício para remover um perfil falso criado com o nome da noiva do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na nota, o MPCE afirma ter constatado que o endereço IP do e-mail não pertencia ao intervalo de IPs relacionados ao órgão cearense. “O IP de origem era do estado de São Paulo”, afirma.
“Todas as medidas administrativas e jurídicas foram tomadas para responsabilizar os envolvidos no caso”, aponta.
Conforme a reportagem, “os meninos”, que prestavam serviços a Vorcaro, solicitaram a exclusão do perfil de Martha Graeff. O documento contava com a assinatura de Nayara Maria, servidora do MP, e foi enviado por meio do e-mail institucional da funcionária. Não há informação se houve participação de Nayara. O caso ocorreu em novembro de 2024.
Ainda conforme a nota, a Secretaria de Tecnologia da Informação do MP providenciou o bloqueio da conta de acesso à rede do órgão e a redefinição da senha e a habilitação de outros recursos de segurança cibernética “imediatamente” após ser notificada da invasão do sistema.
Confira a nota do MPCE na íntegra
Sobre as informações veiculadas em reportagem no programa Fantástico no último domingo (17/05), o Ministério Público do Ceará informa que tomou conhecimento do uso do e-mail funcional de uma servidora por um hacker em novembro de 2024. Foi constatado que o endereço IP do e-mail não pertencia ao intervalo de IPs relacionados ao MPCE. O IP de origem era do estado de São Paulo. Imediatamente após ser notificada da invasão, a Secretaria de Tecnologia da Informação do MP providenciou o bloqueio da conta de acesso à rede do MPCE e a redefinição da senha e a habilitação de outros recursos de segurança cibernética. No âmbito judicial, foi aberto um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar o caso. Todas as medidas administrativas e jurídicas foram tomadas para responsabilizar os envolvidos no caso. Em janeiro deste ano, o Ministério Público do Ceará lançou o Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (CyberGaeco), para atuar no combate às organizações criminosas no ambiente virtual, e permanecerá vigilante para coibir ações do gênero que afetem o estado do Ceará.
