O deputado federal José Guimarães vai assumir o Ministério de Relações Institucionais do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em substituição a Gleisi Hoffmann. O acerto foi fechado em Brasília, após convite feito pelo presidente na semana passada, durante visita ao Ceará, e consolidado em um café da manhã no Palácio da Alvorada.
Guimarães deu a notícia em suas redes sociais. “A convite do presidente Lula, informo que aceitei a missão e na próxima terça-feira (14), tomo posse como ministro da Secretaria de Relações Institucionais em substituição da ex-ministra Gleisi Hoffmann”, postou.
“Não posso dizer não a um convite do presidente Lula”, afirmou Guimarães, ao confirmar que aceitará o cargo na equipe ministerial. O convite foi feito na semana passada, quando o presidente veio ao Ceará inaugurar as instalações do ITA, em Fortaleza. Os detalhes foram acertados em reunião em Brasília.
A expectativa é que a nomeação seja oficializada já na próxima terça-feira, consolidando a entrada do parlamentar no núcleo político do governo. Líder do Governo na Câmara, Guimarães está no quinto mandato como deputado federal e vinha construindo, há mais de um ano, uma pré-candidatura ao Senado pelo Ceará.
Com a ida para o ministério, ele sinaliza a retirada da disputa eleitoral em 2026. “Meu projeto é reeleger o presidente Lula e ajudar o Brasil”, declarou. Na Câmara Federal, o ex-senador Inácio Arruda, primeiro suplente da vaga, assume no lugar de Guimarães.
Pela legislação eleitoral, ministros de Estado podem disputar eleições, desde que se desincompatibilizem do cargo dentro do prazo legal (até seis meses antes do pleito). A decisão de assumir o posto agora indica uma mudança de estratégia política dentro do PT no Ceará.
A movimentação ocorre em meio aos esforços para acomodação de aliados na disputa pelas duas vagas ao Senado no Estado. Durante passagem recente pelo Ceará, na inauguração da primeira etapa do campus do ITA, Lula defendeu que o partido priorize alianças com outras siglas da base governista.
“Espero que o PT do Ceará consiga resolver seus problemas, e não criar caso para a política do Ceará”, disse o presidente, em entrevista à TV Cidade.
No cenário local, partidos como PSB, MDB, PSD e Republicanos também articulam candidaturas, o que amplia a disputa interna por espaço na chapa majoritária. A saída de Guimarães da corrida ao Senado reconfigura esse tabuleiro e abre margem para novos arranjos dentro da base aliada.
