O vereador de Fortaleza Gardel Rolim oficializou sua filiação ao Republicanos após uma série de mudanças partidárias durante a janela de transferências. Ex-integrante do PDT, ele chegou a migrar para o PRD, mas acabou fechando com o Republicanos nos momentos finais do prazo. O movimento ocorre em meio à reconfiguração das forças políticas no Ceará para as eleições de 2026.
Segundo Gardel, o Republicanos ganhou musculatura no Estado e deve pleitear espaço na chapa majoritária governista, que deverá ser composta por quatro vagas: Governo do Estado, vice-governadoria e duas para o Senado.
“Cada dia com sua agonia. Acabamos de finalizar esse momento das articulações das filiações. Obviamente, no tempo oportuno, vamos nos posicionar sobre isso. Eu, particularmente, defendo que o Republicanos tenha uma participação na chapa majoritária, que, como eu disse, é um partido grande em nível nacional e é um partido que ficou grande no Estado do Ceará, comandado pelo nosso líder, Chiquinho Feitosa. Acho que nós temos condição de, representados pelo Chiquinho Feitosa, estarmos na chapa majoritária”, afirmou.
Reconfiguração na Câmara
Gardel também destacou que a janela partidária provocou mudanças significativas na composição política da Câmara Municipal de Fortaleza, com a migração de diversos vereadores entre legendas.
“Essa janela partidária foi muito tensa e muito complexa. Para os vereadores também. Vários vereadores mudaram de partido. Eu, vereador Márcio Martins, o vereador Michel Lins, o Pedro Matos, PP Cell, ou seja, vários vereadores mudaram de partido e isso deu um dinamismo muito grande às legendas”, explicou.
O parlamentar detalhou ainda que sua ida ao Republicanos foi motivada por mudanças internas no PRD, que impactaram o projeto político que vinha sendo construído no grupo.
“Inicialmente, eu tinha migrado para o PRD e nós estávamos construindo um projeto de Ceará, de Estado, dentro do PRD. Com a troca do comando, a saída do Michel Lins e a entrada da Jordana [Mano] para presidir a federação, e da vereadora Carla Ibiapina, que também mudou de partido para presidir o PRD, foi necessário que nós fizéssemos um outro movimento em direção ao Republicanos, para a gente manter o projeto”, disse.
Segundo Gardel, a migração foi feita em bloco e com foco nas eleições proporcionais. “Era um projeto que estava sendo construído a muitas mãos dentro do PRD e, para manter o projeto, migramos em bloco para o Republicanos, que a gente espera eleger pelo menos uns quatro deputados estaduais”, completou.
