O ex-senador paulista Eduardo Suplicy (PT) participou nesta quinta-feira (7) de uma agenda no Ceará em defesa da inclusão da Cannabis Medicinal no Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado. Suplicy é paciente de tratamento à base de cannabis.
O debate, promovido pelo movimento Ceará Saúde Livre, ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) e contou com as presenças dos deputados Larissa Gaspar (PT) e Renato Roseno (Psol), que conduziram o momento.
Associações que produzem cannabis medicinal, médicas e advogados também participaram do debate na Casa do Legislativo cearense.
Na ocasião, houve a defesa de projeto de lei que propõe a criação da Política Estadual de Cannabis para Fins Terapêuticos no Ceará. A matéria pretende, além de garantir a cannabis medicinal na rede pública de saúde, incentivar associações, fomentar a política científica e capacitar os profissionais da saúde pública.
A matéria, apresentada em 2023 e assinada por Roseno, Larissa, De Assis Diniz (PT), Guilherme Sampaio (PT) e Jô Farias (PT), se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), onde já recebeu parecer favorável do relator Antônio Granja (PSB). A proposta, no entanto, ainda não foi aprovada no colegiado.
Além da CCJR, a matéria ainda deve passar pelas Comissões de Previdência Social e Saúde (CPSS); de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP); e de Orçamento, Finanças e Tributação (COFT), antes de seguir para o plenário.
A deputada Larissa Gaspar divulgou o debate que ocorreu na Assembleia em suas redes sociais. “A ciência já avançou e comprovou os inúmeros benefícios da medicação à base de canabidiol para a saúde da população. Pessoas com Parkinson, esclerose múltipla, fibromialgia, TEA, apresentam melhoras significativas com o uso da cannabis medicinal”, escreveu.
“Seguiremos lutando para que o Ceará siga o exemplo de São Paulo e outros estados que já estão distribuindo de forma gratuita a cannabis medicinal pelo SUS. Nenhum passo atrás! Vamos avançar! Cannabis medicinal no SUS já!”, acrescentou.
Ao Opinião CE, a parlamentar já defendeu que “o preconceito não pode ser maior que a saúde”. A petista tem sido alvo de ataques da oposição ao Governo por ter defendido a participação de defensores da pauta “Marcha da Maconha”, que foi realizada no último mês de maio.
