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Vereadora aposta em sanção a Inspetor Alberto, mas diz que processo de cassação é “difícil”

O vereador bolsonarista associou o PT a uma organização criminosa em sessão na CMFor. Ainda no mesmo dia, o partido entrou com pedido no Conselho de Ética. A data marcada para a análise do caso foi o dia 22 de maio.
Vereadora de Fortaleza Mari Lacerda, em entrevista ao Opinião CE. Foto: Gustavo Calvano

A vereadora Mari Lacerda (PT) afirmou que já teve uma primeira conversa com o presidente da Câmara de Fortaleza (CMFor), Leo Couto (PSB), sobre o caso que tramita no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar (Consetica) contra o vereador Inspetor Alberto (PL). De acordo com a petista, o chefe do Legislativo municipal disse ser “difícil” que o bolsonarista perca o mandato, mas que ele teria concordado na aplicação de uma sanção ao parlamentar.

A data para a análise do processo foi marcada para o dia 22 de maio.

“Procuramos o presidente da Casa. Ele mesmo falou que é difícil a perda do mandato, que precisaria de mais elementos que ferem o regimento. Mas, naquele momento, ele falou que acreditava que deveria ter alguma responsabilização”, disse Mari.

Conforme a vereadora, nessa semana, as conversas vão ser intensificadas, não apenas com Couto, como com o presidente do Consetica, Professor Enilson (Cidadania). Como explicou Mari Lacerda em entrevista ao podcast Questão de Opinião, do Opinião CE, o caso analisado é referente a uma fala de Alberto no plenário da Casa em que ele associou o PT a uma organização criminosa.

A municipal do partido em Fortaleza entrou com o pedido no Conselho de Ética ainda no mesmo dia da fala do parlamentar.

Confira a entrevista completa

De acordo com a petista, o entendimento da bancada e da legenda é de que o dever do parlamentar é com o compromisso da verdade e, já que ele não tem como comprovar sua denúncia, o caso deve servir de exemplo. “Temos ali [na CMFor] uma diversidade de partidos. Se a gente permite o comportamento de tais ataques por meio de fake news, aquilo não é compatível com o exercício do parlamento. Nossa compreensão é essa”, disse.

“Isso precisa servir de exemplo. Se ele chega na Câmara com um vídeo nitidamente falso, que não tem como provar, e isso fica impune, o que estamos abrindo de prerrogativa para a Casa?”, completou.