O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), afirmou que não descarta a possibilidade de ampliar a política de contenção de gastos até o final do ano. No último dia 15 de janeiro, o gestor havia anunciado uma série de medidas para prever cortes em áreas do Executivo, com previsão de gerar R$ 500 milhões em economia. As ações valem até 30 de junho. No entanto, já neste sábado (1º), o petista afirmou que a Prefeitura deve aguardar os resultados, para avaliar se ampliará o plano até o fim de 2025.
“A priori, essas medidas valem até 30 de junho. Mas não descarto serem ampliadas até o final do ano. Vamos aguardar, tomamos algumas medidas, temos que avaliar os resultados e aí as avaliações serão feitas durante o primeiro semestre”, afirmou.
Neste sábado, o prefeito participou da posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), no qual Romeu Aldigueri (PDT) se tornou o presidente para o biênio 2025/2026. A sessão solene ocorreu um dia após a equipe de transição de Evandro divulgar o relatório preliminar de como recebeu a gestão do ex-prefeito José Sarto (PDT).
De acordo com o atual gestor do Executivo municipal, a Prefeitura está “inchada”. O petista ressaltou a presença de 16 mil terceirizados como uma de suas principais preocupações para os gastos da gestão. “Estamos tendo que tomar algumas decisões para o bem da população fortalezense”, pontuou.
Sobre a dívida, a gestão tem cerca de R$ 2 bilhões em débito. Do total, R$ 1 bilhão é oriundo de empréstimos, como frisou Evandro, “alguns com taxas de juros altas”. O prefeito demonstrou estar preocupado, inclusive, que Fortaleza caia no índice de capacidade de pagamento. Atualmente, a capital cearense é Capag B, mas pode se tornar, na próxima avaliação que deve ocorrer em abril, Capag C.
“Dificultando ainda mais. (…) Dificulta porque não vamos conseguir fazer qualquer tipo de empréstimo”, explicou.
Acerca de operações de crédito que continuam pendentes, o prefeito disse que a possível contratação desses empréstimos ainda está sendo avaliada. “Não quero fazer nenhum tipo de operação que não seja vantajosa para o Município. Estamos avaliando com a equipe econômica para chegar numa conclusão”, finalizou.
