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“Risco mínimo de um novo sangramento”, diz médico de Lula após novo procedimento

Nesta quinta-feira (12), foi realizada uma embolização para bloquear o fluxo sanguíneo e um possível novo sangramento; é esperado que o presidente volte às suas atividades em Brasília a partir do início da próxima semana
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Lula (PT) corre “risco mínimo” de ter um novo sangramento. Foi o que disse Roberto Kalil Filho, médico pessoal do chefe de Estado, em coletiva realizada nesta quinta (12). Na noite da última segunda-feira (9), o presidente sentiu dores de cabeça e fez exames feitos no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. Após transferência para a unidade de São Paulo, na madrugada da terça-feira (10), Lula passou por uma cirurgia para drenar uma hemorragia intracraniana, consequência de um acidente doméstico que sofreu no último dia 19 de outubro. Já pela manhã desta quinta, o petista realizou uma embolização, procedimento para bloquear o fluxo sanguíneo e que busca evitar novos sangramentos.

“O risco [de um novo sangramento] é mínimo, mas sempre existe. (…) Se [o risco] é 5%, 1% ou 2%, o que digo é que é muita pequena a chance de voltar a sangrar”, comunicou Kalil. Não foi observado nenhum sangramento entre os dois procedimentos que Lula realizou. 

Ainda conforme ele, já foi feito tudo que precisava fazer, o presidente não apresentou nenhuma sequela e já está bem, “andando, comendo e conversando”. A recomendação é que Lula passe por um repouso relativo, evitando qualquer tipo de estresse, situação que o médico reconheceu ser “impossível” na posição do petista. O chefe do Executivo, no momento, pode receber visitas apenas de familiares. Ele vai passar por uma fisioterapia convencional, para que possa ter alta e retornar a Brasília no início da próxima semana, como é esperado.

Como explicou Kalil, não havia nenhum procedimento neurológico marcado para o presidente. “Sempre, no final do ano, ele faz avaliação de rotina geral. Estava se discutindo a melhor data, não pela emergência e preocupação neurológica, mas para um check-up de rotina”, disse. Com as fortes dores de cabeça e o exame realizado na segunda, no entanto, Lula teve que passar pela cirurgia.

Na tarde desta quinta, vai ser divulgado um novo boletim médico. Segundo o médico, as informações que estão sendo divulgadas à imprensa foi um pedido do presidente, “para que saibam, passo-a-passo, do que está acontecendo”, afirmou.