A decisão do PDT Nacional em destituir os membros do diretório do partido no Ceará tem gerado embates entre as duas alas existentes na legenda. Salmito Filho (PDT), secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, disse que não houve uma conversa prévia. “Esse absurdo foi praticado sem sequer uma reunião, informe e muito menos debate”, criticou. Nesta sexta-feira (6), o diretório nacional da legenda, atualmente comandado pelo deputado federal André Figueiredo (PDT), criou uma comissão provisória na executiva cearense. Salmito, que compõe a ala pedetista ligada ao senador Cid Gomes (PDT) – até então o presidente da diretória do Estado -, comentou a deliberação.
“Perseguição e Autoritarismo que não irão nos intimidar!”, afirmou.
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ENTENDA
O clima interno do PDT no Ceará não é conflituoso de hoje. O início dos embates, aliás, foi durante as eleições para governador em 2022, no ano passado. Na ocasião, o PDT decidiu lançar Roberto Cláudio (PDT), ex-prefeito de Fortaleza para o pleito, confrontando o acordo com o PT para um lançamento conjunto de Izolda Cela (sem partido), à época, a governadora. Desde então, duas alas se criaram entre os correligionários: uma que pretende caminhar junto ao PT – a maioria dos parlamentares pedetistas em exercício -, e outra que não vê com bons olhos um acordo com os petistas. Atualmente, dois congressistas nacionais estão à frente dos dois grupos: Cid Gomes e André Figueiredo.
Em julho, em meio ao conflito, Figueiredo, que detinha tanto o comando do PDT Nacional como o do PDT Ceará, fez um trato para que Cid ficasse no partido até o final de dezembro deste ano. No entanto, tudo começou a desandar a partir da reunião da última sexta (29). Na ocasião, deu-se início a um bate boca, com a ala de André deixando o encontro. Na última segunda-feira (1º), Figueiredo destituiu Cid do comando, reassumindo a executiva. A decisão gerou ainda mais embate entre os correligionários, e acarretou na destituição geral do diretório, nesta sexta.
