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18 de julho de 2024

Eleições 2024: Cid e André Figueiredo fecham acordo para pacificar o clima no PDT

O senador Cid Gomes assumirá interinamente a direção do PDT Ceará e já declarou apoio a releição de André Figueiredo, que continua no comando nacional do partido
Cid Gomes e André Figueiredo fazem parte da discussão central dentro do partido. Fotos: Beatriz Boblitz e Mariana Parente

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O senador cearense Cid Gomes irá assumir interinamente a presidência estadual do PDT no Ceará até o fim deste ano. O deputado federal André Figueiredo deve se licenciar do cargo até o fim deste semana, apesar de continuar no comando interino da sigla no âmbito nacional. O parlamentar confirmou nesta quinta-feira, 6, o acordo feito com Cid. “O Cid se comprometeu que eu seria o candidato único, seria o candidato que teria o apoio do grupo deles e nós colocaríamos, digamos assim, um processo de pacificação no partido”, explicou.

“Me licencio agora e, claro, que dentro de um processo de diálogo a gente possa construir um caminho de paz para superarmos toda essa crise”, apontou o parlamentar.

O acordo foi firmada em reunião na noite desta quarta-feira, 5, em Brasília. Cid Gomes se comprometeu com Figueiredo em apoiá-lo em sua reeleição na gestão da sigla dos próximos anos.

“O diretório tem um mandato até 31 de dezembro. Antes do fim, a gente fará uma convenção que elegerá uma nova Executiva. Defenderei que André seja presidente da Executiva a ser eleita pelo novo diretório que tomará posse em janeiro”, afirmou Cid ao ressaltar que, durante sua gestão, dedicará seus esforços a preparar o partido para as eleições municipais de 2024, dialogando com as cidades do interior do Estado, além de fortalecer a legenda na disputa em Fortaleza.

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Gardel Rolim, também afirmou estar confiante com o entendimento. “Estou confiante que os líderes do PDT encontrarão o melhor caminho para o nosso partido”.

Participaram da reunião, em Brasília, na quarta, 5, além de Cid e Figueiredo, o presidente licenciado do partido, Carlos Lupi, e Manoel Dias, presidente da Fundação Leonel Brizola. Com isso, a reunião marcada para esta sexta-feira, 7, e que oficializaria a indicação de Cid, não ocorrerá, conforme apurou a reportagem.

DISPUTA EM FAMÍLIA

Em entrevista à imprensa, durante reunião em Brasília com toda a bancada do PDT, Cid voltou a fazer críticas ao irmão, Ciro Gomes, e afirmou ter chegado ao fim a relação de fraternidade. “Para mim o que havia de mais importante era a fraternidade do Ciro em relação a mim. Pelo visto, está perdida. Bom, vamos pra frente, mas assim, eu continuo na minha disposição firme de entender que problemas familiares se resolvem internamente, se resolvem em família”.

Ciro Gomes defende uma postura independente da sigla nas eleições municipais do próximo ano e que seja uma chapa puro-sangue. Os aliados de Ciro, por sua vez, defendem a reeleição do atual prefeito de Fortaleza, José Sarto.

Cid, por sua vez, trabalha para uma reconciliação e retomada de aliança com o PT. “Fazemos uma comparação: Fortaleza vinha sendo muito bem avaliada na gestão de Roberto Cláudio, vinha imprimindo um ritmo alto de ações. Não há dúvidas de que era melhor (que a gestão de Sarto). Creio que antes de se pensar em reeleição, precisamos pensar em projeto político. O nome é consequência, temos primeiro que fazer essa reaproximação”, afirmou Cid ao jornal carioca.

O rompimento no PDT iniciou durante as eleições de 2022, após Ciro se recusar a se associar a Lula nos palanques estaduais durante o segundo turno, enquanto Cid Gomes se colocou contra Bolsonaro e passou a apoiar a aliança petista no Estado.

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