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“Vítima da insensatez e da arbitrariedade”, diz Evandro sobre destituição de Cid

Nesta segunda, 2, André Figueiredo, atual presidente da executiva nacional do partido, anunciou a destituição de Cid Gomes da presidência do PDT Ceará
Senador Cid Gomes e deputado estadual Evandro Leitão. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Evandro Leitão, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), expressou solidariedade ao senador Cid Gomes, destituído do diretório estadual do PDT no Ceará e fez duras críticas a André Figueiredo, que retoma ao comando estadual da sigla enquanto acumula a função de presidente nacional. “Mais uma vítima da insensatez e da arbitrariedade que vêm dominando o comando do PDT nos últimos meses”. Nesta segunda, 2, o deputado federal e atual presidente da executiva nacional destituiu Cid da presidência do partido no Estado.

“Lamentável que um partido com tanta história em defesa da democracia seja usado pelo capricho de um pequeno grupo, agindo unicamente de acordo com seus interesses e projetos pessoais, e que está muito longe de representar a maioria dos integrantes da legenda”, disse em suas redes sociais.

Pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, Evandro também já passou por uma situação semelhante dentro do partido. Reeleito como deputado estadual pelo PDT nas eleições de 2022, com 113.808 votos, o presidente do Legislativo cearense anunciou sua saída da legenda no último mês de agosto. Embora legalmente ainda faça parte como um quadro pedetista, Evandro Leitão busca um novo partido para poder disputar as eleições municipais de Fortaleza em 2024. Ao OPINIÃO CE, ele já contou se sentir “perseguido” por Figueiredo e pela Executiva nacional do PDT.

ENTENDA A SITUAÇÃO

Na última sexta-feira, 29, uma reunião do PDT terminou em clima tenso e acusações de ambos os lados. Na ocasião, foi colocada em pauta a sugestão de votação de uma moção de apoio ao governador Elmano de Freitas (PT). Um grupo com cerca de 10 pessoas ligadas a Ciro Gomes, reagiram, e Cid perdeu o controle do encontro. Os maiores ataques ao senador foram feitos por Roberto Viana, militante pedetista. “Já se vislumbrava que seria pautado o apoio ao Governo Elmano. Nós mostramos uma resolução da direção nacional que, até mesmo a participação de filiados do partido em governos que não ajudamos a eleger, precisava ser discutido com a direção nacional“, explicou Figueiredo.