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Juiz nega pedido do PDT nacional para barrar saída de Evandro Leitão do partido

Na última semana, o diretório estadual do partido deu anuência para a saída de Leitão, mas o presidente nacional da sigla, André Figueiredo, adiantou que o diretório nacional iria judicializar o caso
Foto: Junior Pio/Alece

A justiça cearense decidiu negar pedido de liminar impetrada pelo PDT nacional para impedir a liberação do deputado estadual Evandro Leitão da sigla. A decisão foi tomada pelo juiz Cid Peixoto do Amaral Neto, da 3ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, nesta terça-feira, 29. O diretório estadual do partido deu anuência para a saída de Leitão, mas o presidente nacional da sigla, André Figueiredo, adiantou que o diretório nacional iria judicializar o caso.

“Não restou demonstrado o dano que possa ser causado ao partido promovente em seu diretório nacional, já que afirma que o diretório estadual anuiria com a saída do promovido e, uma vez, ocorrendo não se vislumbra a priori qual seria o efetivo prejuízo que o diretório nacional sofreria”, destacou o juiz.

No processo, André Figueiredo também questiona o presidente estadual interino da sigla, senador Cid Gomes. Figueiredo argumentou que a carta de anuência é resultado de um acordo político para que Evandro Leitão “possa iniciar uma peregrinação em busca por partido que melhor se adeque a seus interesses”.

Na decisão, o magistrado lembra que o prazo para filiação para o pleito de 2024 é de seis meses anteriores ao dia da eleição, ou seja, abril do próximo ano. “Se, de fato, ocorrer comprovadamente o alegado, possam ser tomadas as medidas necessárias e adequadas pelo promovente, na forma jurídica adequada”, disse. Agora cabe ao PDT nacional questionar a decisão no prazo de cinco dias, sob pena de indeferimento e extinção do processo.

“PERSEGUIÇÃO”

Em discurso na Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira, Evandro afirmou estar sendo “perseguido” dentro da legenda. O parlamentar agradeceu ao PDT e anunciou sua saída do partido. Ele tenta viabilizar uma candidatura à Prefeitura de Fortaleza em 2024. O PDT, no entanto, deve apoiar a candidatura à reeleição do atual prefeito José Sarto.

No mesmo dia, à noite, o deputado federal André Figueiredo rebateu as acusações, dizendo que “não promoveu nenhuma perseguição” a parlamentares da agremiação, como deixou transparecer o presidente da Casa. “A bem da verdade, desde o ano passado, o PDT do Ceará, minha única casa partidária há 39 anos, vem se desgastando com crises internas, especialmente por conta das eleições de 2022, quando alguns correligionários resolveram não acatar a decisão do Diretório e da Convenção Estadual, resolvendo assim apoiar um candidato adversário que se saiu vitorioso”, disse Figueiredo no início da postagem.