O deputado estadual Antônio Henrique (PDT), que compõe o bloco pedetista de oposição ao governador Elmano de Freitas (PT) na Assembleia Legislativa do Ceará, criticou, em pronunciamento nesta sexta-feira, 14, a criação de mais cargos no Governo do Estado. De acordo com as explicações do parlamentar, o problema não seria a criação da Secretaria de Proteção Animal, prevista no projeto de lei 78/23 e em tramitação na Alece, mas sim a criação dos 56 cargos.
“Votarei a favor da matéria, pois apoio a causa animal. Porém, não concordo com a criação de mais cargos, onerando, cada vez mais, a folha de pagamento do Estado”, avaliou.
O deputado estadual fez questão de ressaltar ainda que sempre se posicionou contra medidas do Governo que resultassem em mais gastos e, consequentemente, no aumento de impostos. “Fui contra a mensagem de aumento de ICMS e, principalmente, contra a criação das 10 novas secretarias com vários cargos, que sabemos, para acomodar aliados políticos, onerando cada vez mais a folha de pagamento do Estado. Em Fortaleza, por exemplo, aumentamos de sete para 12 secretarias, sem aumentar cargos, apenas redistribuímos o pessoal”, justificou.
CRIO
Outro assunto abordado pelo parlamentar foi sobre os últimos debates a respeito do serviço de saúde pública de Fortaleza, em especial, a suspensão dos atendimentos no Centro Regional Integrado de Oncologia em Fortaleza (Crio). “Quando se fala de município, a responsabilidade é de cuidar dos seus munícipes. No caso de uma capital, essa demanda é enorme. E ainda assim, Fortaleza recebe pacientes de outros municípios. Fortaleza tem um gasto de R$ 160 milhões em oncologia, sendo R$ 100 milhões do Governo Federal e R$ 60 milhões do Tesouro da Capital. Me digam quantos milhões o Estado investe. Não tem nenhum. Mas, ainda assim, criticam”, frisou.
O deputado Cláudio Pinho (PDT) pediu aparte e reclamou que, atualmente, alguns membros da base aliada do governo responsabilizam a capital cearense por algo ruim. “Fortaleza representa 68% da economia do Ceará, mas tudo de ruim responsabilizam Fortaleza. É a capital que gera mais emprego, o maior PIB do Estado, a capital mais procurada pelo turismo. A Prefeitura vem investindo R$ 360 milhões em creches, antes mesmo do anúncio do ministro da Educação para retomada de obras em educação infantil. Então, até nisso a Capital é pioneira, mas não há reconhecimento”, lamentou.
