Eleitos em outubro deste ano, no segundo turno do pleito de 2022, Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) serão diplomados nesta segunda-feira, 12, a partir das 14 horas, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sede da Corte, em Brasília. A cerimônia será transmitida virtualmente, pelo canal do TSE no YouTube e pelo do petista, pelo menos. O segundo ato de formalização será comandado por Alexandre de Moraes, presidente da Justiça Eleitoral (JE).
A solenidade que tornará Lula e Alckmin presidente e vice-presidente, respectivamente, acontece no próximo dia 1º, em agendas a serem realizadas no Congresso Nacional, especificamente no plenário da Câmara dos Deputados, e no Palácio do Planalto. Os diplomas habilitam ambos a serem empossados. Pelo menos 12 chefes de estado confirmaram presença.
A diplomação é a confirmação do resultado nas urnas, e a posse é a investidura no cargo e o início dos trabalhos. Em publicação nas redes sociais neste fim de semana, Lula afirmou que o novo governo não tem “o direito de errar.” “Vamos cuidar do povo brasileiro com muito carinho e responsabilidade.” Lula e Alckmin derrotaram a chapa do presidente Jair Bolsonaro (PL), com cerca de 51% dos votos de cidadãos brasileiros – Bolsonaro somou cerca de 49%. Ambos os percentuais consideram os votos válidos.
TITULARES MINISTERIAIS
Com a diplomação, cresce a expectativa do anúncio dos demais nomes à frente de ministérios, que na próxima gestão federal devem totalizar entre 33 e 34. Na última sexta-feira, 9, Lula anunciou Fernando Haddad (PT) para a Fazenda; Rui Costa (PT) para a Casa Civil; Flávio Dino (PSB) para a Justiça e Segurança Pública; José Múcio Monteiro para a Defesa; Mauro Vieira para Relações Exteriores. À exceção de José Múcio, os demais já ocuparam posições nos anteriores governos do PT.
“O ministro da área econômica, o da Justiça e chefe da PF, o da Defesa e chefe das FFAA, o chefe da Casa Civil, coração do governo, e o das Relações Exteriores: todos homens e brancos. Não iam mudar o governo “misógino”?”, publicou nas redes o ministro chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP). O piauiense, com o fim da era bolsonarista, retomará acento no Senado, de onde se licenciou para assumir o cargo, a convite do presidente.
DEMAIS NOMES
Há ainda a previsão de que Lula ratifique o nome de Margareth Menezes como ministra da Cultura, após a diplomação. A indicação da artista vem após Marieta Severo, Emicida e Chico César declinarem da proposta. O também ex-presidente, que retorna ao posto para executar sua terceria gestão no Planalto, deve anunciar novos titulares ministeriais. Apesar do PT ter lançado candidato próprio para a pasta da Educação, o do líder da sigla na Câmara, o cargo deve ficar com Izolda Cela (sem partido), governadora do Ceará e gestora de perfil técnico na área.
Uma eventual nomeação da cearense quebrará o paradigma de controle do Ministério da Educação (MEC) existente nas gestões de Lula e Dilma, que historicamente tiveram nomes petistas à frente da pasta e blindará o partido de acusações de “ideologia de gênero”, um dos principais discursos da pauta da direita extremista.
Os nomes de Marina Silva (Rede), eleita deputada federal; Simone Tebet (MDB), senadora; e do professor e advogado Silvio Almeida, que tem participado das reuniões da transição, ainda não foram confirmados, mas devem ser ratificados nas próximas levas de anúncios ministeriais. Está marcada para a noite de hoje uma reunião entre Lula e caciques da sigla para definição da composição desses espaços.
