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Reunião da CPI das Associações Militares repercute em sessão da Assembleia

Como era de se esperar, a reunião de terça-feira, 19, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Associações...
Foto: Junior Pio/ALCE

Como era de se esperar, a reunião de terça-feira, 19, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Associações Militares repercutiu na sessão desta quarta, 20, da Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) e ocupou os discursos na tribuna. O presidente do colegiado, Salmito (PDT), abriu os comentários sobre a investigação em curso.

O deputado lembrou que, na primeira fase dos trabalhos, foram solicitadas informações sobre a ação de entidades do tipo e de políticos no motim da polícia militar que ocorreu no início de 2020 no Ceará. Agora, a CPI está na sua segunda fase, de depoimentos, etapa em que “contradições e ilicitudes começam a surgir”.

“Engenheiros, jornalistas, médicos, advogados e policiais civis, entre outras categorias, podem ter sindicato. O policial militar, não. Quem afirma isso é o Código Penal Militar, a Constituição Federal”, afirma Salmito.

“Nesta segunda fase, ontem, tivemos um militar que foi diretor da APS. Ele disse que as decisões partem de um núcleo politico, e isso não pode. A associação deve ter papel recreativo, de assistência jurídico, de saúde e social, mas não pode ter uma conotação politica porque isso é papel de sindicato”, completou.

Soldado Noélio, membro titular da CPI e um dos políticos apontados como agentes de influência nas associações militares, rebateu as declarações do presidente do colegiado. “Essa CPI é que é politiqueira. Não se faz CPI do Aquário nem do Castelão, que está sob investigação da Policia Federal. Se faz essa CPI pra tentar macular o maior adversário politico do atual governo: Capitão Wagner (UB)”, disse o parlamentar.

“Os dois depoentes são ex-diretores de uma das associações. Os dois disseram que as associações não convocaram ninguém para fazer greve. O mote é dizer que o Capitão domina essas associações e as usa para fazer motim”, prosseguiu.

Reunião de terça

No dia anterior, a CPI das Associações militares recebeu Rêmulo Silva de Oliveira, ex-tesoureiro da Associação dos Profissionais de Segurança (APS), e Elton Regis do Nascimento, ex-diretor de inativos, conselheiro fiscal e diretor financeiro da APS.

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