A Diretoria Técnica (Ditec) da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) definiu inteligência artificial e cibersegurança como os dois principais eixos para o desenvolvimento de produtos e serviços destinados ao Governo do Ceará.
A estratégia foi apresentada nesta quarta-feira (7), durante o Circuito de Desenvolvimento Institucional (CDI), pelo diretor Técnico da Etice, Danilo Reis.
Segundo Reis, a Ditec será responsável por orientar o portfólio tecnológico da empresa e definir arquiteturas de soluções para os órgãos estaduais. A proposta envolve o desenvolvimento de novos produtos, a incorporação de tecnologias ao portfólio e a reorganização das áreas técnicas em unidades de negócio.
Etice prevê uso de agentes de IA
Na área de inteligência artificial, uma das primeiras iniciativas será o desenvolvimento de serviços baseados em agentes de IA, capazes de executar determinadas tarefas a partir de comandos dos usuários. A proposta prevê que as atividades realizadas pelos sistemas passem posteriormente por revisão humana. Um dos projetos-piloto será desenvolvido dentro da própria Etice.
A ideia é testar agentes capazes de executar tarefas como a elaboração inicial de um edital. Nesse modelo, o funcionário faz a solicitação, o sistema produz uma primeira versão do documento e um profissional revisa o resultado antes de sua utilização.
Cibersegurança será estruturada como produto
O segundo eixo definido pela Ditec é a cibersegurança. Para avançar nessa área, a Etice criou a Gerência de Segurança da Informação (Gesinf), responsável pela estruturação de um portfólio de soluções e pela estratégia de segurança do Estado. A empresa também aderiu ao Programa de Segurança da Informação e Cibersegurança (PSSI), do Governo Federal, que será utilizado como referência para avaliar o nível de maturidade do Ceará na área.
A partir desse diagnóstico, a proposta é estabelecer ações para ampliar a estrutura de segurança da informação e orientar a evolução dos órgãos estaduais.
Estratégia reorganiza áreas técnicas da Etice
Com a definição dos dois eixos prioritários, a Diretoria Técnica também pretende reorganizar as áreas técnicas da empresa em unidades de negócio. A mudança deverá orientar a criação e a incorporação de soluções tecnológicas de acordo com as demandas do Governo, com inteligência artificial e cibersegurança ocupando posição central no novo portfólio.
