Menu

Cuba responde à ameaça de Trump: “Não nos deixamos intimidar”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou tomar o controle da ilha
Cuba reagiu às ameaças de Donald Trump de assumir o controle da ilha, afirmando, por meio do chanceler Bruno Rodríguez, que não se deixará intimidar diante da pressão e das sanções dos Estados Unidos-Foto: Adalberto Roque/ AFP

O governo cubano se pronunciou contra as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou poder assumir o controle do país “quase de imediato”. Segundo o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, o país não se deixará intimidar.

Nós, cubanos, não nos deixamos intimidar. A resposta decidida do povo e o seu apoio à Revolução foram demonstrados de forma massiva neste 1º de maio”, escreveu o ministro em suas redes sociais.

No feriado do Dia do Trabalhador, em 1º de maio, o governo cubano transformou as celebrações em uma demonstração de apoio ao regime, centrando os discursos na defesa da soberania nacional e da independência diante da crescente pressão dos Estados Unidos.

Trump declarou, na última sexta-feira (30), que tomaria o controle de Cuba “quase de imediato”, mas que pretende primeiro concluir o “trabalho” iniciado no Irã, para então deslocar o porta-aviões USS Abraham Lincoln novamente para o mar do Caribe. Para Rodríguez, as declarações representam uma “nova ameaça clara e direta de agressão militar” e elevam a pressão contra Cuba “a níveis perigosos”.

O ministro também acusou o presidente norte-americano de agir “sem outro pretexto que não seja o desejo de satisfazer elites minúsculas que lhe prometem lealdade eleitoral e financeira”, em referência à comunidade cubano-americana no sul da Flórida.

Sanções contra Cuba

O governo Trump também reforçou as sanções contra Cuba, com medidas direcionadas a setores centrais da economia da ilha, incluindo energia, defesa, mineração e serviços financeiros. Segundo a nova ordem executiva, qualquer pessoa ou empresa que atue nesses setores ou mantenha negócios com o governo cubano poderá ter seus ativos nos Estados Unidos totalmente bloqueados.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou Cuba de permitir a presença, em seu território, de serviços de inteligência de “adversários” dos Estados Unidos, além de afirmar que a administração Trump não tolerará essa situação. Em contrapartida, o Senado dos Estados Unidos rejeitou, na última terça-feira (28), uma proposta democrata para limitar eventuais ações militares que Trump possa ordenar contra Havana.

Desde janeiro, a presidência norte-americana intensificou a pressão sobre Cuba com um bloqueio petrolífero, enquanto o chefe de Estado sugeriu, em várias ocasiões, a necessidade de uma mudança de regime na ilha.