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Fachin reage a tarifaço e diz que STF não aceitará pressões externas

Presidente do STF afirma que decisões da corte seguem a Constituição e defende que divergências entre países sejam tratadas pela via diplomática
Edson Fachin frisa que o STF desempenha suas atribuições com base na Constituição Federal. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, declarou que a corte continuará exercendo suas funções sem sofrer pressões externas.

A manifestação foi divulgada em nota enviada à imprensa após o anúncio do novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Entre as justificativas para adotar a medida, o governo estadunidense citou decisões do STF relacionadas às big techs, entre elas a que determina que as plataformas removam conteúdos ilegais sem necessidade de ordem judicial.

POSICIONAMENTO

Segundo Edson Fachin, o STF desempenha suas atribuições com base na Constituição Federal e todas as decisões do tribunal são públicas e fundamentadas na legislação.

“O Supremo Tribunal Federal permanecerá exercendo, com serenidade, independência e firmeza, a missão que lhe foi confiada pela Constituição da República, sem qualquer influência, pressão ou condicionamento de natureza externa, preservando a integridade da ordem constitucional, a separação dos Poderes, a democracia e o Estado de Direito”, afirmou o magistrado.

Além da defesa da atuação da corte, o presidente do STF ressaltou a importância da independência do Judiciário brasileiro.

“Divergências entre Estados devem ser conduzidas pelos canais diplomáticos e mecanismos próprios do Direito Internacional, jamais por iniciativas que possam ser interpretadas como forma de constrangimento ao exercício da jurisdição constitucional”, completou Edson Fachin.

PROCESSO

Em decisões recentes, o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão de perfis de brasileiros que vivem nos Estados Unidos. Os investigados são acusados de promover ataques antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal.

Como consequência da decisão, Alexandre de Moraes passou a responder a uma ação na Justiça da Flórida movida pelas plataformas Rumble e Trump Media.

A defesa do ministro no exterior é conduzida pela Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão sustenta a soberania brasileira e argumenta que agentes públicos não podem ser submetidos diretamente ao Judiciário de outros países sem o consentimento do Estado brasileiro.

As informações são da Agência Brasil.