Desde que a Prefeitura de Fortaleza assumiu a gestão da Santa Casa de Misericórdia, em julho de 2025, mais de 102 mil atendimentos foram registrados no hospital.
A retomada dos serviços também elevou a oferta de cirurgias, exames, consultas, internações e tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Agosto deste ano marcou o maior volume de cirurgias em um único mês desde a reabertura. Ao todo, 1.063 procedimentos foram realizados nas áreas de cirurgia geral, oftalmologia e urologia.
O Centro de Diagnóstico por Imagem concentra cerca de 54 mil exames desde a retomada das atividades. A lista inclui radiografias, tomografias, mamografias, endoscopias, densitometrias ósseas e outros procedimentos de apoio diagnóstico.
MAIS SERVIÇOS
Com consultas em 19 especialidades médicas, o ambulatório já passou de 22 mil atendimentos. Inaugurado em janeiro deste ano, o Centro de Hemodiálise também soma aproximadamente 13 mil sessões de tratamento.
A assistência inclui ainda acompanhamento de profissionais de diferentes áreas. Durante as sessões, os pacientes recebem suporte nutricional, psicológico e do Serviço Social.
“Todos são muito atenciosos. Eles conversam com a gente e são muito educados, o que faz diferença para quem está em tratamento”, afirma Maria Braga de Abreu, que acompanha o marido, Manuel Edmilson da Silva, 81, durante o tratamento.
Francisco Ricardo Gomes de Alencar, 63, também acompanha de perto a recuperação da mãe, Maria Nazaré de Alencar, 95. Transferida da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Edson Queiroz, a aposentada se recupera de uma cirurgia digestiva.
“Estamos sendo muito bem atendidos. Quero agradecer a todos os profissionais que cuidam dela e espero que a Santa Casa continue crescendo e ajudando cada vez mais pessoas”, relata Ricardo de Alencar.
HOSPITAL RECUPERADO
A retomada dos atendimentos ocorreu após uma série de reformas e adequações coordenadas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). As intervenções alcançaram áreas que estavam fechadas e sem condições adequadas de funcionamento, com melhorias nas estruturas elétrica e hidráulica.
Também foram realizadas adaptações para garantir o fornecimento de gases medicinais e possibilitar a retomada dos serviços hospitalares.
Para o enfermeiro José Ari Martins dos Santos Neto, 27, que trabalha na unidade desde a reabertura das enfermarias, a mudança também repercutiu na rotina profissional.
Hoje, a Santa Casa dispõe de 256 leitos, dos quais 20 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Até agosto, 6.072 internações foram realizadas, principalmente de pacientes transferidos dos hospitais distritais e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Fortaleza.
PACIENTES
Entre os pacientes atendidos está Everardo Sousa da Cruz, de 59 anos. Transferido da UPA Bom Jardim após apresentar dores de estômago, náuseas e vômitos, ele passou duas semanas realizando exames e recebendo tratamento antes da alta.
“É um sentimento de renovação. A Santa Casa, que estava praticamente abandonada, foi resgatada. Eu cresci profissionalmente nessa nova fase e tenho acompanhado muitos avanços e a recuperação de vários pacientes. Esse hospital é fundamental para o povo cearense. Já conhecia a Santa Casa, mas a estrutura está muito melhor”, avalia.
Além das obras e da ampliação dos serviços, a manutenção do hospital depende de planejamento, organização dos recursos e controle orçamentário.
Essas medidas envolvem o abastecimento de medicamentos e insumos, a conservação da estrutura e o cumprimento das obrigações com trabalhadores e fornecedores.
Segundo o diretor da Santa Casa, Leonardo Macêdo, a participação de diferentes esferas de governo tem contribuído para a recuperação da unidade.
“Estamos aproveitando da melhor forma os apoios e financiamentos recebidos. Esses recursos têm contribuído para ampliar os serviços de média e alta complexidade e modernizar áreas como os centros cirúrgico e de diagnóstico”, explica.
ACESSO AO SUS
Na avaliação da secretária municipal da Saúde, Riane Azevedo, a Santa Casa passou a desempenhar papel importante na rede municipal, principalmente na realização de internações, exames e cirurgias eletivas.
“A Santa Casa ajuda a agilizar o atendimento e contribui para reduzir o tempo de permanência nas emergências das UPAs, Frotinhas e Gonzaguinhas, além de avançar na redução das filas por procedimentos”, destaca Riane Azevedo.
A Central Municipal de Regulação de Leitos e de Agendamentos de Consultas e Exames coordena o acesso aos serviços. Todos os procedimentos são gratuitos e realizados integralmente pelo SUS.
O primeiro passo para quem precisa dos serviços é procurar uma Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps). Após a avaliação, o paciente pode ser encaminhado pela rede de saúde quando houver necessidade.
