Menu

Posto de saúde amplia atendimento e adota teste mais preciso contra câncer

Unidade no Pirambu atende 17 mil pessoas e passa a ofertar o DNA-HPV, método com maior sensibilidade para detectar alterações precoces
Prefeito Evandro Leitão e a secretária da Saúde, Riane Azevedo, visitam o Posto de Saúde Guomar Arruda, no Pirambu. Foto: Beatriz Boblitz

A Prefeitura de Fortaleza entregou a reforma do Posto de Saúde Guiomar Arruda, no Pirambu. A unidade atende cerca de 17 mil pessoas e recebeu investimento de R$ 1 milhão para melhorias na estrutura física.

Entre as melhorias estão pintura, instalação de rampas de acessibilidade e revisão das instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias.

Além das intervenções estruturais, o posto passou a ofertar o teste molecular DNA-HPV, novo método de rastreamento do câncer do colo do útero.

Segundo o prefeito Evandro Leitão (PT), outras unidades de saúde também passam por obras de requalificação, com novas entregas previstas para os próximos dias.

“Esta é mais uma entrega de posto de saúde, aqui no Pirambu, e nós seguimos trabalhando para avançar na requalificação da nossa rede. Ainda temos outras 24 unidades passando por obras de requalificação. Também temos residências terapêuticas e CAPS em andamento, com duas novas unidades já próximas de serem entregues”, comentou Evandro Leitão.

ESTRUTURA

O Posto de Saúde Guiomar Arruda conta com sete consultórios, equipes de Saúde da Família e Saúde Bucal, serviço de farmácia e salas de vacinação, curativo, coleta laboratorial e eletrocardiograma.

A unidade também possui três grupos de educação em saúde, voltados para idosos, gestantes e fumantes.

A assessora técnica do tabagismo da SMS, Edith Ximenes, explicou o funcionamento dos grupos de educação.

“O paciente procura a unidade de saúde. Primeiro, vai passar por uma triagem com a equipe [médico e enfermeira]. O médico vai aplicar o teste de Fagerström para ver o nível da nicotina e, após, o paciente é encaminhado para o grupo. O grupo funciona por 12 meses e os medicamentos [adesivos e goma de mascar] são retirados no próprio posto, e a bupropiona é retirada no posto”, ressalta Edith Ximenes.

A secretária municipal da Saúde, Riane Azevedo, explicou que a oferta do teste molecular DNA-HPV segue a nova diretriz do Sistema Único de Saúde (SUS), que prevê a substituição gradual do exame citopatológico, popularmente conhecido como Papanicolau.

“O exame HPV-DNA é muito importante porque permite identificar alterações antes que a paciente desenvolva o câncer do colo do útero. Essa é a principal diferença em relação ao exame Papanicolau, que identifica alterações que já estão presentes”, explicou a secretária.

NOVO EXAME

Atualmente, 68 postos de saúde de Fortaleza já realizam o exame DNA-HPV. A meta é ampliar a oferta para toda a rede de atenção primária.

Segundo Riane Azevedo, a estratégia de implantação do novo exame inclui a busca ativa de mulheres que estão há mais tempo sem realizar o acompanhamento preventivo.

“Nós estamos fazendo uma busca ativa de cerca de 13 mil mulheres que estão há mais de dois anos sem procurar o posto de saúde para realizar a prevenção. A partir da faixa etária e do histórico de acompanhamento, estamos identificando esse público e fazendo o chamamento”, frisa a gestora.

A partir desse levantamento, a Prefeitura de Fortaleza realizará o chamamento para o atendimento, com o envio de mensagens pelo WhatsApp.

A enfermeira Laryssa Magalhães, responsável pela realização do exame no Posto Guiomar Arruda, destacou a maior sensibilidade do teste molecular em comparação com o Papanicolau.

“A sensibilidade do DNA-HPV é de cerca de 90%, enquanto a do Papanicolau é de aproximadamente 60%. Com o DNA-HPV, conseguimos uma detecção muito mais precoce e um diagnóstico mais preciso, permitindo um acompanhamento adequado às necessidades de cada mulher”, salienta a enfermeira.

Foto: Marcos Moura/Prefeitura de Fortaleza

Gisele Moreira foi uma das primeiras mulheres a realizar o exame DNA-HPV no Guiomar Arruda e relatou a experiência.

“Foi bem rápido. Eu gostei muito, foi prático, não demorou e não doeu. Achei muito prático também o fato de não precisar mais fazer o exame anualmente, agora o acompanhamento é a cada cinco anos. Há tempos eu procurava fazer esse exame e não conseguia aqui no posto. Hoje tive a felicidade de conseguir e realizar”, conta.