A Prefeitura de Fortaleza reuniu mais de 20 órgãos municipais para discutir as ações do Protocolo de Calor e Saúde e o pacote de medidas preventivas contra os impactos do fenômeno El Niño.
Segundo o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan), Artur Bruno, a iniciativa prepara a Capital para integrar o planejamento urbano às ações de saúde pública.
“É preciso que estejamos cientes dos riscos climáticos e sanitários provocados pelo calor extremo, entendendo seus efeitos diretos e indiretos nas desigualdades territoriais e na necessidade de prepararmos os serviços públicos”, destaca Artur Bruno.
PERÍODO CRÍTICO
Segundo estimativas da Defesa Civil de Fortaleza, o período mais crítico do El Niño na Capital deve ocorrer entre novembro deste ano e janeiro de 2027. O cenário exige medidas preventivas que se prolonguem ao longo do próximo ano.
Como forma de reduzir os impactos sobre a população, o município criou o Comitê de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño (COE El Niño) e o Plano de Contingência (Plancon El Niño).
Para o coordenador da Defesa Civil de Fortaleza, Haroldo Gondim, as ações estão sendo estruturadas para alcançar o cidadão de maneira direta e preventiva.
“Nossas estratégias de proteção ao cidadão englobam o monitoramento contínuo, a preparação da comunidade, além do envio de alertas preventivos e a atuação direta de agentes de saúde e da Defesa Civil em pontos estratégicos”, salienta haroldo Gondim.
ARTICULAÇÃO
A construção do Protocolo de Calor e Saúde de Fortaleza conta com a articulação de 32 secretarias e o apoio científico de especialistas da Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade de Fortaleza (Unifor), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
A coordenação técnica está a cargo do Ipplan Fortaleza, da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
“O calor extremo não é apenas uma questão de desconforto térmico, mas um risco real à saúde de humanos, animais de estimação e animais silvestres. Com o protocolo, Fortaleza estabelece fluxos claros e integrados para garantir assistência priorizada às populações mais vulneráveis“, reforça Lia Parente, vice-presidente do Ipplan.
