Fortaleza alcançou um marco na área da saúde pública ao zerar a fila de espera por exames de eletrocardiograma em todos os seus 134 postos de saúde. A medida, conduzida pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), beneficiou diretamente mais de 314 mil pessoas que aguardavam pelo procedimento na rede municipal.
O resultado é consequência de uma estratégia iniciada em novembro de 2025, que envolveu a colaboração entre o poder público e instituições de ensino superior, como a Universidade de Fortaleza (Unifor) e o Centro Universitário Christus (Unichristus). A parceria permitiu ampliar a oferta de exames e reduzir significativamente o tempo de espera dos pacientes.
De acordo com o prefeito Evandro Leitão (PT), o avanço é resultado de uma gestão baseada no diálogo e na cooperação. “Cuidar de Fortaleza exige diálogo, união e responsabilidade. É por meio de uma gestão compartilhada, ouvindo instituições, profissionais e a população, que estamos conseguindo fortalecer a saúde e garantir um atendimento mais digno, eficiente e humano para todos os fortalezenses”, afirmou.
Ao todo, 112 aparelhos de eletrocardiograma foram incorporados à rede municipal. A distribuição seguiu critérios técnicos definidos pela SMS, priorizando unidades com maior demanda, filas mais extensas e ampla cobertura populacional.
Para a secretária municipal da Saúde, Riane Azevedo, o impacto é direto na qualidade do atendimento. Segundo ela, todas as unidades de saúde da capital agora oferecem o exame, o que contribui para diagnósticos mais rápidos e um cuidado mais completo na Atenção Primária.
A iniciativa também contou com ações anteriores, como o mutirão realizado em agosto de 2025, que atendeu 20 postos de saúde e realizou cerca de 1.200 exames. A ação teve como foco o diagnóstico precoce de doenças cardíacas e ajudou a reduzir a demanda reprimida acumulada desde 2020.
A eliminação da fila integra o programa Saúde que Cuida, vinculado ao Plano Fortaleza Inclusiva. Além da ampliação dos equipamentos, o programa inclui a implementação de laudos on-line, medida que busca dar mais agilidade, eficiência e acesso ao diagnóstico na rede básica de saúde.
