O governador Elmano de Freitas (PT) voltou a e reunir, nesta terça-feira (2), com a cúpula da Segurança Pública do Estado. O encontro, segundo divulgou Elmano em suas redes sociais, teve como objetivo discutir ações de combate à criminalidade e políticas de prevenção, com foco na juventude. A segurança, na gestão do petista, tem sido um dos setores mais criticados de sua oposição. Esta é a segunda reunião do chefe do Executivo com a pasta em um intervalo de uma semana.
Ver essa foto no Instagram
“Na primeira agenda de 2024, estive novamente com a cúpula da Segurança Pública do Ceará e secretários de pastas estratégicas na promoção de projetos sociais, culturais e de geração de emprego e renda. O objetivo é discutir, de forma integrada, as ações de combate à criminalidade e políticas de prevenção voltadas, sobretudo, para a nossa juventude”, escreveu.
Segundo Pesquisa Atlas, que analisou as intenções de voto da população fortalezense para as Eleições Municipais de 2024, a criminalidade foi listada como o principal problema da Capital. Com 49,7%, a segurança foi alertada por quase metade da população como a política de destaque que deve ser tomada pelos candidatos. A saúde, em segundo lugar, aparece com 40,3%, mais de nove pontos percentuais a menos.
CRÍTICAS À SEGURANÇA DO GOVERNO ELMANO
A segurança pública do Estado tem sido alvo de críticas da oposição do governador Elmano. O ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), é um dos principais opositores ao chefe do Executivo cearense a se juntar às críticas. Diante dos três assassinatos registrados em areninhas entre os meses de outubro e novembro, o pedetista afirmou que o Governo do Ceará está “nas cordas”. O ex-gestor da Capital destacou as “promessas vazias” que teriam sido apresentadas visando solucionar a violência no Estado.
“A atitude de omissão, apatia e distanciamento do governador são inadmissíveis. Não basta uma nota oficial ou mais uma promessa vazia de endurecimento das ações. Soa como uma explicação, uma justificativa, não como uma solução para um problema tão difícil”, afirmou.
RC apontou que o petista deveria, inicialmente, mudar a sua “atitude pessoal”. “[Ele] jamais pode deixar transparecer essa postura de resignação e conformismo”, disse. “São necessários avanços na área da inteligência, expandindo a investigação dos crimes financeiros cometidos pelo crime organizado”, completou.
