A Transnordestina entregou, nesta segunda-feira (21), a conclusão do lote 6 da ferrovia, em um trecho de 50 km entre os municípios de Quixeramobim e Quixadá. Conforme o presidente da Transnordestina Logística SA, Ismael Trinks, a meta é entregar mais 120 km até o final do ano de 2026. A conclusão da obra está prevista para o fim de 2027.
Em coletiva durante a agenda, Trinks explicou como estão divididos os 120 km que devem ser entregues ainda este ano. Desses, são 50 km do lote 6, mais o lote 7 [entre Quixadá e Itapiúna, em cerca de 50 km] e mais o lote 11, que são 23 km, no Pecém.
Quando concluída, a ferrovia, que chega ao Ceará pelo Cariri, vai ligar a região sul do Estado ao Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante. Até o momento, a obra já avançou até Quixadá, no Sertão Central. O lote 11, em execução, iniciou uma nova frente da obra.
“Nós entendemos como uma estratégia melhor começar a iniciar a obra de lá [do Pecém] e elas se encontrarem no meio do caminho. Isso é uma forma de acelerar o ritmo da obra também”, explicou o presidente da empresa.
Com a entrega desta segunda, a fase 1 da ferrovia, que liga Paes Landim, no Piauí, ao Pecém, alcançou 84% de avanço físico.
Até o momento, a primeira etapa da obra conta com 832 km executados de uma extensão total de 1.053 km. Os outros 221 km estão em obras de superestrutura e infraestrutura.
Cargas comerciais para Quixadá
Ao comentar sobre a entrega, Trinks afirmou que a esperança é de que, em um “futuro muito próximo”, seja obtida a licença de operação para que possam chegar cargas comerciais em Quixadá.
Também presente na solenidade, o secretário do Desenvolvimento Econômico, Fábio Feijó, afirmou que o Ceará está de parabéns pela sua estratégia de desenvolvimento da economia e dos modais logísticos.
“Começamos com o porto, vamos concluir com a ferrovia, integrando os modais portuários, ferroviários e nossas rodovias muito bem confeccionadas, tudo isso para trazer indústrias e gerar emprego e renda”, afirmou.
Ainda conforme ele, a estratégia é levar desenvolvimento econômico “para quem mais precisa”. “Longe do grande centro, onde já tem pujança por natural. Aqui, no Sertão Central, a gente vai dar oportunidades para desenvolver a economia do Interior para a Capital. Isso é disruptivo”, acrescentou.
