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Governo do Ceará aprova mais de R$ 1 bi em investimentos privados e projeta cerca de 6 mil empregos

Durante a segunda reunião de 2026 do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Ceará, foram aprovados 154 novos pedidos de empresas interessadas em investir ou ampliar suas operações no Estado
Foto: Thiago Gaspar/Casa Civil

O Governo do Ceará aprovou 154 novos pedidos de empresas interessadas em investir ou ampliar suas operações no Estado. As solicitações somam mais de R$ 1 bilhão em investimentos privados, com previsão de geração de mais de 6 mil empregos. As deliberações ocorreram na terça-feira (26), durante a segunda reunião de 2026 do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Condec).

Os pedidos validados pelo colegiado incluem concessões de incentivos fiscais, renovações de benefícios e acordos para instalação de novos empreendimentos.

Além dos incentivos aprovados para empresas já instaladas ou em expansão, o Condec também validou 28 novos projetos empresariais atraídos para o estado por meio de acordos firmados com o Governo do Ceará.

Juntos, esses empreendimentos devem investir mais de R$ 749 milhões e gerar mais de 4 mil novos empregos. Entre as empresas contempladas, seis pertencem ao setor calçadista, com previsão de R$ 30 milhões em investimentos e geração de mais de 2 mil empregos nos municípios de Brejo Santo, Crato, Itapajé, Mauriti e Porteiras. Atualmente, o Ceará lidera a produção e as exportações brasileiras de calçados.

Além do segmento calçadista, os novos investimentos envolvem os setores de mineração, químico, artefatos de cimento, borracha, comércio varejista, alimentício e cosméticos, entre outros.

De acordo com o presidente do Condec e secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Jucá, a reunião foi “muito produtiva e importante” para discutir a chegada e permanência de empresas no Estado.

Ainda conforme ele, o governador Elmano de Freitas (PT) tem determinado que o Executivo utilize o mecanismo do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) com o objetivo de atrair novos empreendimentos. O FDI funciona por meio de incentivos fiscais às companhias, com a redução de ICMS.

“O FDI é fundamental para que possamos continuar atraindo novos empreendimentos para o estado”, disse Jucá.

Já Danilo Serpa, presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), entidade responsável pela operacionalização do FDI, ressaltou que o Estado tem atuado com a estratégia de “ampliar, diversificar e interiorizar” os investimentos. O objetivo, conforme ele, é fortalecer a economia e “criar oportunidades em todas as regiões do Ceará”.