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País bate recorde na renda média das famílias com R$ 2.264 em 2025

No ano passado, o Brasil também registrou o maior crescimento real, acima da inflação, com o aumento de quase 7% em relação a 2024.
O rendimento médio mensal do trabalho ficou em R$ 3.560, alta de 5,7% acima da inflação, em 2025. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que o rendimento médio mensal das famílias brasileiras chegou a R$ 2.264 por pessoa em 2025. Esse valor representa o maior já apurado pelo órgão, desde 2012.

O montante também representa o maior crescimento real, quando se desconta a inflação, com o aumento de 6,9% em relação a 2024. Os números foram divulgados, nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro.

A pesquisa também revela que 2025 representou o quarto ano seguido com alta no rendimento dos domicílios — isso não ocorreu entre 2019 e 2021, pelo contrário, caiu de R$ 1.904 para R$ 1.692.

Para consolidar o cálculo, o IBGE apura os valores de todos os rendimentos recebidos pelos integrantes das famílias e divide pelo número de moradores do domicílio.

Além de salários e bônus, entram na conta aposentadoria, pensão alimentícia, benefício social, bolsa de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplicações financeiras, por exemplo.

Diferenças regionais

O IBGE também demonstra as diferenças entre cada região do país. O Distrito Federal lidera com R$ 4.401. Logo atrás vem São Paulo (R$ 2.862), Rio Grande do Sul (R$ 2.772), Santa Catarina (R$ 2.752) e Rio de Janeiro (R$ 2.732).

Na outra ponta, nas piores posições, aparecem Maranhão (R$ 1.231), Acre (R$ 1.372) e Ceará (R$ 1.379).

Renda individual

A Pnad detalhou também informações específicas sobre a renda dos brasileiros, com dados individuais, sem dividir pelo número de pessoas que formam a família.

Em 2025, o Brasil tinha 212,7 milhões de pessoas, sendo 143 milhões com algum tipo de rendimento, o que representa 67,2% da população. É o maior nível já registrado, superando o recorde que pertencia a 2024 – 140 milhões e 66,3%, respectivamente.

A parcela de brasileiros com rendimento do trabalho alcançou 47,8% da população, e dos que receberam alguma outra fonte, 27,1%. As duas marcas são recorde.

Nesse segundo grupo, aposentadoria e pensão previdenciária eram a fonte de rendimento mais comum, representando 13,8% da população, maior patamar da série histórica. Em 2012, 11,7% das pessoas recebiam dinheiro de aposentadorias e pensão.

Recorde no rendimento

O ano de 2025 foi marcado pelo recorde no valor dos rendimentos individual dos brasileiros, tanto os de origem no trabalho quanto o de todas as fontes. No ano passado, o rendimento médio mensal do trabalho ficou em R$ 3.560, alta de 5,7% acima da inflação na comparação com 2024 (R$ 3.208).

Quando se leva em conta todos os tipos de rendimentos – trabalho, aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, bolsas de estudo, benefícios sociais, aluguéis – a média mensal marca R$ 3.367, expansão de 5,4% em relação ao ano anterior.

Desigualdade

A Pnad mostra ainda que os 10% mais ricos da população tinham rendimento 13,8 vezes maior que os 40% mais pobres. Outra constatação é que 22,7% das famílias brasileiras (18 milhões de domicílios) recebiam em 2025 algum benefício social do governo, seja federal, estadual ou municipal. (Com informações da Agência Brasil)