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Valores a receber: BC diz que há R$ 10,70 bilhões disponíveis para saque

O dinheiro pode ser recuperado de duas maneiras: entrando diretamente em contato com a instituição responsável pelo valor ou fazendo a solicitação pelo próprio sistema
Apenas 1,8% pode receber mais de R$ 1 mil. Foto: José Cruz/ Agência Brasil

Os brasileiros retiraram, em julho deste ano, R$ 310,36 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, conforme dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 11,34 bilhões a clientes bancários, mas ainda há R$ 10,70 bilhões disponíveis para saque.

O serviço do SVR, criado pelo Banco Central, permite ao cidadão consultar se ele próprio, uma empresa ou pessoa falecida tem dinheiro parado em bancos, consórcios ou outras instituições, como financeiras e corretoras.

CONSULTA

Quem encontrar saldo disponível pode pedir a devolução. O serviço do BC é gratuito e não exige login para a consulta. Basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou, no caso de empresas, o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura, inclusive para companhias já encerradas.

Para retirar os valores, no entanto, é necessário fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro, com verificação em duas etapas habilitadas.

RESGATE

O dinheiro pode ser recuperado de duas maneiras: entrando diretamente em contato com a instituição responsável pelo valor ou fazendo a solicitação pelo próprio sistema. Em maio, o Banco Central acrescentou a função de solicitação automática de resgate. Dessa forma, o cidadão não precisa retornar ao sistema nem registrar cada pedido individualmente.

Se a instituição financeira disponibilizar algum recurso, o crédito será feito diretamente na conta do titular. O recurso está disponível apenas para pessoas físicas que possuam chave Pix vinculada ao CPF, com adesão opcional.

Entre os recursos que podem ser recuperados pelo SVR estão saldos de contas-correntes ou poupanças encerradas; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; recursos esquecidos em consórcios finalizados; tarifas ou parcelas cobradas indevidamente em operações de crédito; contas de pagamento pré ou pós-pagas encerradas; contas de registro de corretoras e distribuidoras encerradas; além de outros valores retidos por instituições financeiras.

BENEFICIÁRIOS

As estatísticas do SVR são divulgadas pelo BC com dois meses de atraso, já incluindo novas fontes de recursos esquecidos. Até o fim de julho, 32.389.535 correntistas haviam resgatado valores, sendo 29.391.010 pessoas físicas e 2.998.525 jurídicas. Em contrapartida, 52.654.085 beneficiários ainda não realizaram o saque, dos quais 48.052.877 são pessoas físicas e 4.601.208 jurídicas.

A maioria dos que ainda não sacaram tem direito a pequenas quantias. Valores de até 10 reais concentram 64,49% dos beneficiários. Entre R$ 10,01 e R$ 100 estão 23,89% dos correntistas. Quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,82%. Apenas 1,8% pode receber mais de R$ 1 mil.

GOLPES

O Banco Central alerta para fraudes envolvendo falsos intermediários que prometem resgatar os valores. A instituição reforça que todos os serviços do SVR são gratuitos, não envia links e não entra em contato para tratar sobre valores ou confirmar dados pessoais. O BC esclarece ainda que apenas a instituição financeira identificada na consulta pode contatar o cidadão. O banco recomenda que ninguém forneça senhas, já que não há autorização para esse tipo de solicitação.

Com informações da Agência Brasil.